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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Guerra dos Sexos Internacional (1983) - simulacro das novelas

     Quem pensa que volume baixo era exclusividade dos primeiros CDs lançados no Brasil, se engana redondamente: há, ao longo dos anos, inúmeros exemplos de discos, de artistas ou compilações, que possuem o volume baixo. Por que isso importa? Significa pouca ou nenhuma compressão e, acreditem: era bastante comum haver compressão nos masters que iam para os LPs. O ápice dos áudios comprimidos para vinil se deu no começo dos anos 70, grande parte dos discos fabricados pela EMI-Odeon, mas não somente eles. Eventualmente, uma ou outra faixa era comprimida nos discos e coletâneas. Guerra dos Sexos Internacional, assim como a trilha sonora internacional da novela Pai Herói, traz o que classifico como "respiro sonoro": som baixo, agudos originais preservados sem abafamento e, com uma boa equalização dos aparelhos de som, graves corretos, nem excessivos, nem deficientes. Tal como se observava nos primeiros CDs lançados entre os anos 80 e 90. Donde se conclui algo tão óbvio quanto improvável: essas variações sempre existiram. Ciclicamente, em certa medida. De modo que, também em certa medida, a chamada "loudness war" é um fenômeno bem menor do que parece ser, desde 1995 até os dias atuais. Se observarmos bem, mesmo nas grandes gravadoras, há variações de volume significativas até nos lançamentos mais recentes. Não se trata, como se percebe, de uma luta bem contra o mal, mocinho contra bandido, nada que force dicotomias. Nossa, me empolguei, hein? Bora ouvir Guerra dos Sexos Internacional na sua versão de áudio fac simile?


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