Olhos mais distraídos podem até presumir de antemão que este disco se trata de mais uma variação de "O Melhor Internacional de Novelas" transportado aos dias atuais e, em certa medida, a comparação até faz sentido, mas é totalmente insuficiente para justificar a existência de uma edição Telenovela para o nosso já longevo Hidden Treasures. Explico: aqui estão faixas exclusivas ou quase exclusiva das trilhas sonoras das novelas, além de raridades intercontinentais (caso das faixas exclusivas da versão portuguesa da trilha sonora internacional da novela Celebridade, CD de 2004 que adquiri ano passado), passando ainda por "justiçamento" de áudios que, em seus lançamentos originais nas trilhas sonoras, vieram em MPEG (casos de Victoria Newton, Wire Daisies e Black Box) e aqui aparecem lossless como deve ser. No caso da faixa de Riccardo Cocciante, de seu álbum de 1993 lançado pela Sony Music, o disco foi produzido e arranjado com synths que apontam falsamente no espectrômetro para MPEG, mas não é. A faixa apresenta a característica também na trilha sonora de Pátria Minha, em caso semelhante ao que aconteceu com a totalidade do álbum The One, de Elton John, em 1992, pelo mesmo motivo. Bora ouvir?
domingo, 1 de novembro de 2026
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Hidden Treasures - eurodance edition
Para fechar o mês, tem coletânea nova e exclusiva por aqui: Hidden Treasures, projeto iniciado 7 anos atrás, ganha sua edição eurodance, um desejo antigo meu, mas que precisava de uma intensiva pesquisa. Nada apoteótico ou inflado de palavras e termos que coloquem qualquer conotação grandiosa à boa e velha pesquisa (confesso meu ranço da linguagem típica de IA, Gemini mais especificamente, que de uns anos pra cá transformou tudo em curadoria) que já tô mais que acostumado a fazer nesses quase 19 anos de Saladificador. Sabem qual é a parte realmente boa de não me iludir de uma grandeza que nunca tive, não tenho e nem persigo? Eu consigo me divertir e me emocionar até hoje com projetos e pesquisas, seja revisitando coisas que eu conhecia, descobrindo a origem de outros sons que um dia já ouvi, ou simplesmente descobrindo coisas tão fascinantes que fica fácil demais me emocionar e me divertir com música. Porque, no fim do dia, música PRECISA ser isso pra mim: fonte de alegria, diversão, emoção... um lugar seguro, longe de qualquer interferência externa. Essa relação com a música nada tira de mim. Uma relação que me desobriga a postar só pra preencher tabelas ou espaços vazios, ou pra inflar algoritmo de sei lá o que. Em tempos de engajamento, validação e toda essa perfumaria de redes sociais, permanecer espontâneo é a minha forma de resistir a obrigações que não são e nunca serão minhas. Assim, sem pressa nenhuma, aconteceu a pesquisa e a realização da edição eurodance de Hidden Treasures. Espero de coração que gostem. Mas, no fim das contas, o que importa é que eu gostei. E é por isso que compartilho. Senão não faria sentido. Bora ouvir?
sábado, 24 de outubro de 2026
It Ain't EZ Bein' Seizy
Dia desses, me ocorreu a ideia de pesquisar sobre artistas que lidam ou tenham lidado em algum momento com epilepsia. Longe dessa ideia ativista de representatividade e bla bla bla, considerei coerente comigo mesmo dar sequência ao projeto. Batizei de "It Ain't EZ Bein' Seizy", uma maneira graciosa de dizer "it ain't easy being seizy". Gostei, particularmente, da ideia de trazer, de modo pouco ou nada óbvio, minha contribuição ao debate e à conscientização sobre a epilepsia, que ocorre em cerca de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo, mas sem aquele ar professoral ou excessivamente condescendente que me deixa bastante desanimado de tentar postar nos grupos que conheço e buscar formas mais racionais e eficazes de abordagem sobre a necessidade de conscientização, desmistificação de crenças equivocadas, sem que abordagens mais racionais gerem reações excessivamente passionais. Então, nessa minha busca por comunicações mais eficazes, que tem durado uns dois anos, concluí que utilizar o espaço da Saladificador, falar a linguagem da música, pode ser o início de algo que nem eu mesmo ainda sei onde vai dar. Mas... já que esse espaço admite inovações, por que não? Honestamente, gosto da ideia de falar sobre temas relevantes sem cair em armadilhas fáceis de ser cooptado por grupos que agem por lógicas sectárias que exigem não somente conformidade como também que nos encolhamos para caber na pequenez alheia. Das 14 faixas escolhidas para este projeto, 11 delas são interpretadas por artistas que lidam ou lidaram com epilepsia ao longo de suas vidas. As demais 3 foram escolhas pessoais, sem relação direta. Por fim, evito o termo "enfrentar" a condição, pois nos colocaria em uma posição de luta contra algo que já não está completamente no nosso controle, o que talvez justifique lugares emocionais complicados que vejo tanta gente habitar. Assim, prefiro o termo "lidar". Afinal de contas, se não há como viver sem a condição, o melhor a se fazer é lidar com ela de formas funcionais, não? Sem mais yadda yadda e bla bla bla, bora ouvir?
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Vila Madalena Internacional (2000)
Houve, com a trilha sonora internacional de Vila Madalena, uma prática que costumava ser comum no final dos anos 80 e começo dos 90: o disco internacional estava nas prateleiras das lojas antes mesmo das músicas começarem a tocar na novela. E eu só soube disso 26 anos depois, quando a novela foi incluída no Globoplay, dia 19. Explico: estava eu com meus pais num passeio de domingo no dia 27 de fevereiro de 2000 e achei o CD a venda. Claro que os convenci a levar e passei o resto daquele domingo ouvindo o disco. Tinha eu, nos últimos 26 anos, como certo que as músicas já tocavam na novela naquela altura. Mas... não. Calhou de ser PRECISAMENTE no dia seguinte à compra do meu CD, justamente no capítulo 96, no ar em 28 de fevereiro de 2000. Só que, imagino eu, a proximidade temporal me deu uma falsa memória de que, ao comprar o disco, as músicas já eram apresentadas na novela. Inclusive, a primeira música a tocar é If I Let You Go de Westlife. Depois começa a tocar bastante, durante os pouco mais de dois meses restantes. Agora, não deixa de ser engraçado: se até nossas memórias falham, cês conseguem imaginar o TANTO que modelos de IA podem alucinar? Pois então... Melhor que os erros sejam nossos, né não?
Agora... cá entre nós: que tremenda bola fora a Cristina Cruz, responsável pelo projeto gráfico, usar a terrível fonte Arial tanto na capa quanto nos créditos das faixas, hein? Cruz credo, coisa horrorosa... Helvetica tem toda a elegância que os traços malformados da Arial destróem. Mas... vá lá, a gente releva porque o resto do projeto gráfico equilibrou.
Bora ouvir?
Vila Madalena (1999)
Apesar de uma audiência e de uma repercussão mornas, Vila Madalena trouxe inovação entre novembro de 1999 e maio de 2000. Foi, de fato, a última novela das 7 dos anos 90, já que Uga Uga, sua sucessora, adentrou janeiro de 2001. Mas, ainda assim, a trilha sonora nacional de Vila Madalena trouxe uma inovação: ao mesmo tempo, nenhuma música era abertura da novela e todas eram abertura da novela. Como assim? Simples: das 14 faixas selecionadas, todas tiveram clipes, desde trechos retirados de clipes oficiais a clipes gravados com exclusividade para serem usados pela Globo (caso de Tô Saindo de Ana Carolina, Paciência de Lenine [que mesmo tendo clipe oficial, teve um clipe exclusivo diferente do oficial para a novela], Aquilo de Lulu Santos [mesmo caso da anterior], Do Avesso de Vanessa Rangel, Moto Boy de Pedro Luis e a Parede, Resto de Mim de Maria Bethânia, Sossego de Os Paralamas do Sucesso, Certas Coisas de Milton Nascimento, Enjoado Jungle de Márcio Tucunduva e Profecias de Xuxa). Ou seja: 10 das 14 faixas tiveram clipes exclusivos para ilustrar de modo aleatório as aberturas da novela. Das 10, 8 eram clipes exclusivos, sem versões oficiais disponíveis.
Curiosamente, uma novela que se passa em São Paulo teve apenas 2 artistas da cidade: Mauricio Manieri e Márcio Tucunduva. Ana Carolina e Milton Nascimento são mineiros; Marcus Menna (LS Jack) é de Brasília, Lulu Santos, Paula Hunter, Vanessa Rangel, Pedro Luis e Fábio Almeida (Mr. Jam) são do Rio de Janeiro, Maria Bethânia é baiana, Herbert Vianna (Os Paralamas do Sucesso) é paraibano e, por fim, Xuxa é gaúcha. Agora... cá entre nós: que alívio da gota de poder ler um post com informações sem nada apoteoticamente inflado de enrolação de IA, né não? Até porque, nada jamais substituirá nossos cérebros. Bora ouvir?
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
domingo, 11 de outubro de 2026
O Melhor Internacional de Novelas (2007)
Corrigindo um pequeno erro meu: houve, nos anos de 2008 e 2009 o lançamento dos volumes 1 e 2 do Melhor das Novelas, nacional e internacional. Não se restringiu a 2010. Sendo assim, nosso Simulacro da Som Livre encerra a simulação de volumes não lançados de O Melhor Internacional de Novelas por 2007. Bora ouvir?
sábado, 3 de outubro de 2026
O Melhor Internacional de Novelas (2003)
Chegou o volume de 2003 de O Melhor Internacional de Novelas para o nosso simulacro da Som Livre. Bora ouvir?





















































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