Surpreendendo a todos, o lançamento da trilha sonora internacional de Salsa e Merengue ocorreu em 16 de dezembro de 1996, quando a novela exibia seu 72º capítulo, tendo estreado 12 semanas antes. Tal "pressa" era justificável: seria o lançamento do natal daquele ano. Só que essa mesma pressa apressou o fim do formato LP nas novelas das 19 horas, pois não daria tempo dos discos ficarem prontos juntamente aos demais fomatos. Para compensar, pela primeira vez a masterização da trilha sonora foi pensada justamente para o CD e o volume das faixas está no talo. Bora ouvir?
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Salsa e Merengue Internacional (1996)
Salsa e Merengue (1996)
Iniciando o fechamento das trilhas sonoras que completam 30 anos este ano, trago a trilha sonora nacional de Salsa e Merengue, primeira novela de autoria de Miguel Falabella, no ar de 30 de setembro de 1996 a 2 de maio de 1997, em 185 capítulos. O disco nacional possui duas gravações que, à época de seu lançamento, eram exclusivas da trilha sonora: a versão literalmente Salsa e Merengue de Maria, de Ricky Martin, gravada com exclusividade para ser a abertura da novela, e Louca, de Latino, que permanece exclusiva da trilha sonora até hoje, com versos diferentes em seu refrão. Bora ouvir?
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Vira-Lata Internacional (1996)
A regra costumeira de trilhas sonoras internacionais de respeito para novelas problemáticas não é quebrada com o disco internacional de Vira-Lata, muito pelo contrário: num só disco, temos a presença de Oasis, Take That, Gianluca Grignani, The Cranberries e a então jovem Monica, além de Double You, Culture Beat, Masterboy e Blackwood. É mole? Bora ouvir, então?
Vira-Lata (1996)
A expectativa era alta em torno de Carlos Lombardi após o sucesso de Quatro por Quatro, exibida entre outubro de 1994 e julho de 1995. Tanto foi que, assim que a novela sucessora (Cara & Coroa, de Antonio Calmon) estreou, a Globo encomendou ao autor a retomada do projeto de Vira-Lata, anteriormente apresentado em 1992, logo após o final de Perigosas Peruas, que iria inicialmente ao ar em 1994, logo após Olho no Olho (coincidentemente, também do mesmo Calmon autor de Cara & Coroa). Dificuldades de adestramento dos cães, no entanto, inviabilizaram temporariamente a realização da novela. Em seu lugar, veio o remake de A Viagem, de Ivani Ribeiro, que fez história.
Mas, como eu mencionei no começo do parágrafo anterior, o cenário agora era outro: Lombardi havia sido colocado à prova com Quatro por Quatro, já que... não era a sua vez, mas a indefinição em relação à substituta de A Viagem lançou Lombardi a um desafio: implementar a novela (entre envio do primeiro capítulo, sem sinopse ainda por cima, e a gravação) em apenas 56 dias. Isto mesmo: menos de 2 meses. Carlos Lombardi trabalhou por mais de 200 capítulos com prazos apertados e deu conta do recado num grande sucesso da década. Assim, definiu-se que a substiuta de Cara & Coroa, a partir de 1º de abril de 1996, seria Vira-Lata. O que se viu, na opinião do próprio autor, foi, entretanto, sua pior novela.
Suas trilhas sonoras, ainda assim, estão completando 30 anos em 26 e merecem uma escuta atenta. Então... bora ouvir?
terça-feira, 14 de abril de 2026
O Rei do Gado (1996)
Tivemos em 1996 um ápice da indústria fonográfica no Brasil e em boa parte das américas: discos de vinil ainda eram fabricados, embora já estivessem com os dias contados, enquanto o preço convidativo dos outros formatos, sobretudo o CD, impulsionavam as vendas. E tivemos, 30 anos atrás, nada menos do que a trilha sonora de novela mais vendida de todos os tempos, que é o objeto desta postagem: o primeiro volume da trilha sonora de O Rei do Gado. Segurem esse rojão (mesmo não tendo Rita Lee aqui, ba dum tss): foram 2122093 de cópias vendidas. Muito disso, claro, se deve à inegável qualidade das faixas selecionadas. Destaca-se também por ter a primeira gravação de À Primeira Vista com Daniela Mercury, que acabou sendo regravada para seu álbum Feijão com Arroz, lançado ainda em 1996, o que torna... isso mesmo: a gravação da novela exclusiva. Bora ouvir?
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Anjo de Mim Internacional (1996)
Surpreendentemente, a trilha sonora internacional de Anjo de Mim foi lançada com muita rapidez à época, ainda em novembro de 1996. Talvez fosse porque a novela não alcançava os índices esperados de audiência e uma trilha sonora divulgada por mais tempo naturalmente reverteria em uma alta possibilidade de boas vendas. Não é que deu certo? O disco é o décimo mais vendido de todos os tempos das trilhas sonoras de novelas das 18 horas. Pudera: além do longo tempo de divulgação (5 meses corridos, 4 de fato), a qualidade da seleção é inegável e supera inclusive sua problemática execução na novela, já que muitas faixas serviram apenas de encerramento aos capítulos. Bora ouvir?
Anjo de Mim (1996)
Com o lançamento da trilha sonora nacional de Anjo de Mim, na segunda quinzena de setembro de 1996, as masterizações das trilhas sonoras da Som Livre voltam ao prumo, com o bom e velho acabamento cuidadoso de sempre. Quanto à faixa de Gal Costa, o excesso de filtros era anterior à trilha sonora, não sendo um defeito dela. Bora ouvir?
domingo, 12 de abril de 2026
Quem É Você Internacional (1996)
Lançada em junho de 1996, juntamente à trilha sonora de O Rei do Gado em seu primeiro volume, a trilha sonora internacional de Quem É Você trouxe, ao mesmo tempo, grandes hits e a continuidade de um retrocesso iniciado em maio daquele ano com o lançamento da trilha sonora de O Fim do Mundo: irregularidade no acabamento das faixas em seus finais, eventualmente contendo cortes secos e abruptos, separação entre as faixas por vezes longa, por vezes curta, mas irregular. Todas as trilhas sonoras da Som Livre lançadas entre maio e setembro de 1996 sofreram com esses defeitos, voltando totalmente ao prumo somente a partir das trilhas sonoras nacionais de Anjo de Mim e Salsa e Merengue. Mas, bora ouvir? Vale muito a pena.
Quem É Você (1996)
Com a postagem das trilhas sonoras da novela Quem É Você, de Ivani Ribeiro e Solange Castro Neves, se inicia a postagem das trilhas sonoras lançadas 30 anos atrás, isto é: em 1996. Aliás, falando em Quem É Você, seu disco nacional, objeto desta postagem, traz pela primeira vez uma única faixa transferida digitalmente para o master, dando início ao processo de transição de masters analógicos para 100% digitais nas trilhas sonoras das novelas, que se completou em 1998 com a trilha sonora internacional de Era Uma Vez... A faixa é, no caso, "Eu Vejo", de Fanzine. Bora ouvir, então?
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Pecado Capital Internacional (1999)
Naturalmente, não pode faltar aqui a trilha sonora internacional do remake de Pecado Capital, primeiro lançamento de trilha sonora em 1999, em fevereiro, semanas antes de Suave Veneno nacional. E que disco, minha gente... um equilíbrio tão fino entre novidade e resgates pontuais atualizados em competentes regravações que qualquer adjetivação que seja menor que excelente é apenas injusta. Na ala das regravações, temos Tina Arena dando sua personalidade a I Want to Know What Love Is, original da banda Foreigner, lançada em 1985, 12 anos antes da versão de Tina em 1997. Tamia traz a sua releitura de Careless Whisper, que pertence à discografia tanto de Wham! quanto de George Michael e foram lançadas em 1984. 14 anos depois, em 1998, Tamia trouxe um acabamento charmoso em R&B. Stars on 54 (Jocelyn Enriquez, Amber e Ultra Naté) trazem nova roupagem e nova letra a If You Could Read My Mind, de Gordon Lightfoot. 4 the Cause traz uma releitura curiosa de Stand By Me, que mesmo não tendo letra adicional, traz uma nova proposta à sua condução. Due Angeli revisita Jean-Claude Borelly em Dolannes Melodie. Há versões genéricas (You Belong to Me, de Vonda Shepard, aparece com Kivi Treet, To Make You Feel Me Love, de Garth Brooks, aparece com Roy Driftwood) que em nada comprometem o brilho do disco. Fora as novidades da época nas vozes de Gloria Estefan, Laura Pausini, Ace of Base, Brandy & Monica, Fatboy Slim, The Corrs, Bosson e Debelah Morgan. Há faixas em MPEG? Sim. São elas as faixas 10 e 16. Isso importa? Não. A audição continua intocada. E como aqui as ripagens são dos CDs originais, o que era MPEG na ocasião dos lançamentos, assim permanecerá. Nenhuma história será reescrita por qualquer ideia revisionista. Por falar em história, adquiri meu CD aqui postado em 14 de junho de 1999, em uma promoção que derrubava seu preço de 19,99 para 9,99 logo após o fim da novela. Claro que levei. É uma informação besta, quase inútil, mas vai que alguma alma desconectada da realidade resolve inventar factoide de doação que nunca aconteceu, né? A gente nunca sabe... hehehe. Mas, sem mais delongas, bora ouvir?
Pecado Capital (1998)
Quando começam a aparecer os rips dos CDs originais por aqui, não podemos escapar das trilhas sonoras que tanto amamos, não é mesmo? Então, nada melhor do que trazer trilhas sonoras de respeito, como é o caso da trilha sonora do remake de Pecado Capital, no ar de outubro de 1998 a maio de 1999. Apesar do remake ter encontrado dificuldades na audiência, mais em decorrência do difícil período que o começo do horário nobre na Globo (18hs) enfrentava com ampla concorrência do que pela (ótima) qualidade da trama e de sua execução, que trouxe uma bela atualização que inclusive nivelou por cima a exigência básica para os remakes que vieram depois, a novela ainda foi capaz de render uma trilha sonora irrepreensível, tanto no disco nacional quanto no internacional, lançado em fevereiro de 1999. No disco nacional, objeto desta postagem, ainda encontramos uma gravação exclusiva da trilha sonora de Shake Boom de Vinny, que é diferente da versão que parou em seu disco. Em termos técnicos, a versão aqui presente tem um destaque maior à bateria, o que confere uma qualidade que pode ser considerada por alguns superior à própria gravação do álbum de Vinny. Mas, como a minha opinião não interessa aqui, deixo a critério de vocês. Então, bora ouvir?
domingo, 5 de abril de 2026
Elis Regina - Trem Azul (1982/2003)
Logo após sua prematura morte, em 1982, Elis Regina ganhou seu primeiro lançamento póstumo pela Som Livre. O registro do show dela, no entanto, havia sido feito em fita cassete comum e em mono. Recursos da época foram utilizados para buscar aproximar o som do padrão aceitável. Vale, certamente, como um registro visceral, irreverente e cheio da força vital de Elis e seu senso de humor inigualável. O CD que possuo, desde ontem, é da reedição de 2003, mas o disco foi reeditado pela primeira vez no formato em 1992. Quanto gastei? 12 parcelas de... nada! Isto porque ganhei de meu amigo Douglas Alegre, em mais uma remessa de generosas doações. Bora ouvir?
sábado, 4 de abril de 2026
Double H - Cinco
O lançamento de hoje é nada menos que meu quinto álbum autoral, chamado simplesmente de Cinco. E não é que sou eu o autor de tudo, mesmo? Se no trabalho anterior eu fiz uma crítica velada a textos criados por IA, aqui eu suspendo a crítica e volto às minhas origens, aliando 4 novas composições a poemas que escrevi de 2013 a 2020. Bora ouvir?
























































