Não foi apenas a estreia de Louco Amor que foi antecipada em quase um mês em relação à sua previsão inicial: sua trilha sonora internacional viu a luz do dia apenas 2 meses depois da estreia da novela, em junho de 1983, exatamente 43 anos atrás. O clima era de incerteza nos bastidores da Som Livre, já que a baixa repercussão da novela das oito anterior, juntamente à tragédia que a marcou e antecipou seu final, fez com que o staff da gravadora ocultasse (até hoje!) os números de vendas de suas duas trilhas sonoras. Neste cenário, era impossível prever se as próximas trilhas sonoras seriam ou não bem vendidas, o que justificava antecipar em um mês o lançamento do disco internacional, geralmente praxe de ser lançado no terceiro mês de exibição, que costuma coincidir com a metade da maioria das novelas. Soma-se a isso o fato de que a economia da primeira metade dos anos 80 era muito instável, o que se intensificaria no ano seguinte. Mesmo assim, o disco nacional vendeu 80395 de cópias, enquanto o internacional, objeto deste post, ficou em 403795 cópias vendidas. Mesmo com vendas consideradas boas, ainda assim ficou abaixo de sua antecessora documentada (não Sol de Verão, mas Sétimo Sentido, pelo motivo anteriormente citado), que viu seu disco internacional vender 526489 de cópias, assim como sua sucessora Champagne (que não teve o mesmo sucesso de Louco Amor), que vendeu mais no disco nacional (137821 de cópias) e no internacional (410864 de cópias).
Mas, como foi anteriormente mencionado, a instabilidade econômica do começo dos anos 80 era uma protagonista de peso no sucesso ou no insucesso de lançamentos fonográficos, pois tudo mudava muito rapidamente. Talvez isso explique as vendas diminuídas de um disco que foi absurdamente pop para uma trilha sonora de novela do Gilberto Braga, reunindo Bananarama, Depeche Mode, Blue Feather, Spider Murphy Gang, New Edition e Cameo, dentre outros nomes.
Ah... quanto às faixas realmente editadas neste disco, vamos aos fatos: somente as faixas 9 (e por questão de meros segundos) e 12 podem ser consideradas editadas. Por que? Porque tanto as faixas de Traks quanto de James Otis White Jr. eram versões single de sete polegadas, ambas lançadas em compacto daquele jeitinho, mesmo. O que faz, na prática, com que a única faixa realmente decepada seja... Angel Man, de Rhetta Hughes (não Retha Ruges, diagramadores do TDAH...), já que sua versão downtown mix, presente na trilha sonora, bate nos 7 minutos e aqui ela é encerrada logo após os três minutos e meio. E foi a única faixa da trilha sonora extraída de LP, também. Inclusive, o disco como um todo tem menos minutagem que a trilha sonora anterior do horário, justamente a de Sol de Verão. Bora ouvir?





Nenhum comentário:
Postar um comentário