O caso de Louco Amor é curioso na biografia de Gilberto Braga (1/11/1945-26/10/2021): novela sob encomenda da Globo (o que era uma praxe na época) que teve sua produção apressada em pelo menos 1 mês e meio, diante da decisão irrevogável de Manoel Carlos (14/03/1933-10/01/2026) de encerrar Sol de Verão aos 137 capítulos, pelo menos 48 capítulos antes do previsto, em decorrência da morte súbita de Jardel Filho (24/07/1927-19/02/1983), um dos protagonistas da trama e amigo pessoal de Manoel. Diante do abalo do autor da novela, a Globo acatou sua decisão de encerrar a novela quase dois meses antes do previsto, colocando no ar a partir de 21 de março até 9 de abril de 1983 uma reprise compacta de O Casarão, de 1976, até Louco Amor, de Gilberto Braga, ter uma boa frente de capítulos gravados e poder estrear, o que ocorreu a 11 de abril daquele ano.
Ocorre que, mesmo com essa "folga", a estreia estava ainda assim antecipada, pois era prevista para maio de 1983. Gilberto Braga repetiu inúmeras vezes, em vida, o quanto desprezava sua obra, apesar do imenso sucesso alcançado, pois a considerava "uma bobagem de novela", mas foi justamente o seu folhetim rasgado que garantiu o sucesso.
Quanto à trilha sonora nacional, objeto deste post da série Simulacro das Novelas, ela veio mais editada que a própria trilha sonora internacional, tendo tido as faixas 3, 10, 13 e 14 editadas. No próximo post, o da trilha sonora internacional, especifico quais foram as únicas realmente editadas e já antecipo que o número é menor do que a maioria possa vir a pensar. Ambos os discos vieram com o pitch bem acelerado na maioria das faixas, algo que foi consideravelmente comum naquele começo da década de 1980. Bora ouvir?





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