Não posso falar sobre minha formação musical sem abordar o bom e velho shoegaze. Fazia alguns anos que passava pela minha cabeça criar uma coletânea que focasse fundamentalmente no estilo, com uma ou outra escapada, mas nunca muito longe da proposta. Difícil mesmo era encontrar um título, pois às vezes tenho essa mania frescurenta de insistir em fugir do óbvio. Mas... antes tarde do que mais tarde ainda, o nome surgiu: Echoes from Somewhere Else. A ideia é trazer mais volumes ao decorrer, sem pressa nenhuma. Bora ouvir?
quinta-feira, 16 de julho de 2026
domingo, 5 de julho de 2026
Brasilês (2026)
Definir "Brasilês" como mais uma coletânea comum de versões em português de sucessos internacionais seria, no mínimo, injusto: a ideia do disco é focar exclusivamente em artistas e bandas estrangeiros gravando em português, mas isso não se restringem às versões de suas próprias músicas, pois se estende também a artistas estrangeiros que regravam no português original sucessos brasileiros, compostos por brasileiros. Já que, para todo o mundo, o português brasileiro se tornou o padrão, a coletânea lança seu olhar exatamente sobre o padrão. É como se a língua portuguesa encontrasse no "brasilês" sua expressão máxima. E... não é que é verdade, mesmo? Bora ouvir, então?
sábado, 4 de julho de 2026
Tiro e Queda Internacional (1999)
É raríssimo, mas once in a blue moon eu assisto alguma novela fora da Globo. Para isso, basta que a obra me capture. Foi assim com Tiro e Queda, exibida entre 1999 e 2000 pela Record. Algo naquela novela, no auge dos meus 13 anos, me capturou, fosse na trama policial e com pitadas de comédia besteirol, fosse pela abertura (que teria boa parte de seu conceito repetido na abertura de O Beijo do Vampiro, menos de 3 anos depois)... enfim, eu gostava muito da novela e, quando sua trilha sonora foi lançada, era evidente pela classificação de "trilha sonora nacional" que havia a intenção de lançar um volume internacional, mas... não aconteceu. A novela só tinha 126 capítulos e seria arriscado divulgar uma nova trilha sonora numa trama que foi exibida num momento de reestruturação da Record e não atraiu grande audiência, fechando com 3,51 pontos de média geral. Mas... mesmo não sendo eu o 1406 nem as Organizações Tabajara... resolvi investir numa seleção pra dar aquela sensação de "seus problemas acabaram", hehe. Bora ouvir a seleção que imaginei para a novela?
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Encore une Fois... 6 (2026)
Nada mais justo que uma coletânea que, em 5 anos, está chegando ao sexto volume, tenha uma pesquisa criteriosa, né não? Idealizada por Douglas Alegre em 2021, Encore une Fois... carrega, na multiplicidade de seu nome (mais uma vez, em português) tantas possibilidades de estilos musicais e até mesmo localização temporal em cada volume que o difícil mesmo é que um volume repita a "fórmula" do outro, porque... não tem fórmula. Bora ouvir?
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Groove Hits (setembro 1990)
Chegou o momento em que o Simulacro da Som Livre cria asas próprias e voa em projetos próprios. O primeiro deles é Groove Hits, uma coletânea pensada para ter sido lançada em setembro de 1990, dois meses após Groove Is in the Heart estourar mundialmente. A ideia do restante do disco é reunir músicas cheias de groove de diferentes épocas. Bora ouvir?
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Hits Collection 2 (agosto 1989)
Coisa linda ver que tantos de vocês amam tanto quanto eu a Som Livre, gente! Sério mesmo, o piloto que publiquei apenas dois dias atrás rendeu mais de setenta downloads em menos de 48 horas. A parte boa de nunca alimentar expectativas, é que qualquer retorno positivo sempre vai ser suficientemente surpreendente para dar aquele gás necessário para... trazer mais um projeto de longo prazo à Saladificador.
Sendo assim, sejam muito mais que bem-vindos oficialmente ao Simulacro da Som Livre! Seguindo pelos lançamentos que poderiam ter acontecido em 1989, trago o segundo volume de Hits Collection, lançamento de 1987 da Globo Discos (selo de curta duração no segundo semestre de 87, enquanto a RCA migrava para BMG Ariola e os fabricantes faziam a transição).
Foquei aqui nos hits de 1988 fundamentalmente, para ser coerente com o lançamento em meados de 1989. A faixa de Rick Astley, a regravação de Ain't Too Proud to Beg, havia sido lançada como single justamente em agosto de 1989, sendo o último single de seu álbum Hold Me in Your Arms, de 1988. O resto? Deixo pra quem quiser ouvir. Então... bora ouvir?
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Hits Reunion 2 (junho 1989)
Será que tá vindo aí, além do nosso já conhecido Simulacro das Novelas, um... Simulacro da Som Livre? Nada está definido ainda, mas... já que exercitar a criatividade é algo que pode produzir muitos frutos, fica a pergunta: por que não?
Neste piloto que pensei, imaginei se Hits Reunion, coletânea de 1987, tivesse um segundo volume em junho de 1989. O resultado, vocês podem conferir aqui. Como é algo totalmente experimental, incluí arte alternativa para o LP. Bora ouvir (e ver)?
quarta-feira, 11 de março de 2026
Piano Maravilhoso (1988) - Roger Williams e Luiz Carlos Vinhas
Realmente impossível discordar do título da coletânea que foi o vigésimo sexto CD lançado pela Som Livre, em agosto de 1988: Piano Maravilhoso reúne dois grandes músicos que, acompanhados de produção e arranjos competentes, faziam maravilhas em seus pianos. São eles Roger Williams (01/10/1924-08/10/2011) e Luiz Carlos Vinhas (19/05/1940-22/08/2001). Bora ouvir?
sábado, 7 de março de 2026
Djavan, Ivan, Moraes (Som Livre, 1988)
O trigésimo primeiro CD lançado pela Som Livre, em agosto de 1988, foi uma curiosa coletânea que reunia, em 12 faixas, três artistas prestigiados da MPB, cada um com 4 faixas individualmente. Djavan, Ivan Lins e Moraes Moreira foram os escolhidos, pois todos tinham discografia pela gravadora. Ainda assim, duas faixas de Ivan Lins e uma de Djavan foram cedidas por outras gravadoras (Traiger, PolyGram e CBS). Apesar de não ser nomeado como autor da edição e masterização, percebe-se que Ieddo Gouveia foi o responsável.
Inclusive, cabe aqui um esclarecimento sobre os primeiros CDs da Som Livre: apenas os primeiríssimos CDs da gravadora (grandes sucessos de Agepê, Fafá de Belém, Guilherme Arantes, Jorge Ben, Rita Lee e Roberto, Expoentes...) tiveram a masterização sob o comando de Aramis Barros e Mario Jorge. O cuidado deles era acima da média nestes discos, com o volume alto, muito acima do padrão da época, sem sacrificar o alcance dinâmico das faixas. Quando Ieddo Gouveia retoma seu posto de editor e passa a masterizar também para os formatos digitais, a variação de níveis de volume se intensifica, além da alternância de fontes entre fitas masters e LPs. Na maioria dos CDs ele é nomeado, mas mesmo quando não é, percebe-se o que vem e o que não vem dele. Bora ouvir?



















































