Dia desses, me ocorreu a ideia de pesquisar sobre artistas que lidam ou tenham lidado em algum momento com epilepsia. Longe dessa ideia ativista de representatividade e bla bla bla, considerei coerente comigo mesmo dar sequência ao projeto. Batizei de "It Ain't EZ Bein' Seizy", uma maneira graciosa de dizer "it ain't easy being seizy". Gostei, particularmente, da ideia de trazer, de modo pouco ou nada óbvio, minha contribuição ao debate e à conscientização sobre a epilepsia, que ocorre em cerca de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo, mas sem aquele ar professoral ou excessivamente condescendente que me deixa bastante desanimado de tentar postar nos grupos que conheço e buscar formas mais racionais e eficazes de abordagem sobre a necessidade de conscientização, desmistificação de crenças equivocadas, sem que abordagens mais racionais gerem reações excessivamente passionais. Então, nessa minha busca por comunicações mais eficazes, que tem durado uns dois anos, concluí que utilizar o espaço da Saladificador, falar a linguagem da música, pode ser o início de algo que nem eu mesmo ainda sei onde vai dar. Mas... já que esse espaço admite inovações, por que não? Honestamente, gosto da ideia de falar sobre temas relevantes sem cair em armadilhas fáceis de ser cooptado por grupos que agem por lógicas sectárias que exigem não somente conformidade como também que nos encolhamos para caber na pequenez alheia. Das 14 faixas escolhidas para este projeto, 11 delas são interpretadas por artistas que lidam ou lidaram com epilepsia ao longo de suas vidas. As demais 3 foram escolhas pessoais, sem relação direta. Por fim, evito o termo "enfrentar" a condição, pois nos colocaria em uma posição de luta contra algo que já não está completamente no nosso controle, o que talvez justifique lugares emocionais complicados que vejo tanta gente habitar. Assim, prefiro o termo "lidar". Afinal de contas, se não há como viver sem a condição, o melhor a se fazer é lidar com ela de formas funcionais, não? Sem mais yadda yadda e bla bla bla, bora ouvir?
sábado, 24 de outubro de 2026
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
domingo, 11 de outubro de 2026
O Melhor Internacional de Novelas (2007)
Corrigindo um pequeno erro meu: houve, nos anos de 2008 e 2009 o lançamento dos volumes 1 e 2 do Melhor das Novelas, nacional e internacional. Não se restringiu a 2010. Sendo assim, nosso Simulacro da Som Livre encerra a simulação de volumes não lançados de O Melhor Internacional de Novelas por 2007. Bora ouvir?
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
O Melhor Internacional de Novelas (1994)
Outro ano que não teve o seu volume de O Melhor Internacional de Novelas foi 1994. Agora, no Simulacro da Som Livre, o problema foi resolvido. Bora ouvir?
sábado, 29 de agosto de 2026
Por Você Internacional (2026)
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Por Você (2026)
Hoje também é dia da primeira trilha sonora da novela Por Você debutar por aqui. Bora ouvir?
Guerra dos Sexos (1983)
Parece repentino, mas nunca é: de vez em quando o nosso Simulacro das Novelas aparece por aqui, já que não há um prazo determinado para ser concluído, apenas a certeza de que ele será concluído. Para a trilha sonora da vez, ficamos com o disco nacional de Guerra dos Sexos, já que seu irmão mais jovem internacional já teve seu lugar ao sol no começo do ano. Bora ouvir?
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Common Grace (2026)
O projeto "Common Grace" é tão simples que, ao contrário de mim, não é preciso se formar em teologia para entender, porque todos nós, mesmo os descrentes, estamos sob a graça comum. Muitas vezes, nas artes, intenções seculares acabam convergindo com verdades bíblicas e eternas. As 14 faixas deste disco foram escolhidas por esse critério. Bora ouvir?
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Mundialês (2026)
A proposta de Mundialês é menos óbvia do que parece num primeiro momento: não se trata de um disco de versões em outro idioma de músicas conhecidas, pois a proposta vai mais longe e se assenta na ideia de artistas gravando em idiomas que não são os seus (ou, pelo menos, habituais). Bora ouvir?
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Lá nos Primórdios (2009/2026)
Durante a execução do que seria a segunda parte da série SaladiHistory, no começo de 2025, fui surpreendido pela notícia da morte de um de meus melhores amigos, a quem considerava um irmão caçula. Em homenagem a Leandro Cazzeri Sasso (06/12/1988-23/03/2025) eu "criei" a coletânea "Tudo em Seu Lugar", que era uma reedição de um presente personalizado que dei a ele no seu aniversário de 21 anos, em 2009, com poucas alterações. O luto, ainda hoje existente, na época era tão lancinante que eu recuei de alguns projetos e o SaladiHistory, no meio disso, deixou de existir, sem anúncio. Eu simplesmente não conseguiria seguir adiante com um projeto que me lembrava o tempo todo que, enquanto eu postava uma versão atualizada de uma coletânea pela manhã, pela tarde meu amigo dizia seu último adeus.
Último adeus que, por sinal, foi sentido por mim sem nem ter ideia do que estava acontecendo: no início daquela tarde de domingo, eu estava a caminho da minha igreja para inicialmente servir na Escola de Teologia e mais tarde assistir ao culto. Dentro do Uber, enquanto eu passava perto de onde ele morou antes de se casar, fui tomado pela lembrança da coletânea personalizada que fiz para ele em 2009. Naquele momento eu sentia uma paz e alegria que pareciam com sentimento de gratidão, mas segui meu dia e, como costumo fazer sempre, mal olho o celular ou redes sociais quando estou em outras atividades. Só soube de sua morte ao chegar em casa, pela noite. Quando vi os horários, tudo fez sentido.
Nos 16 anos que fomos amigos, tivemos uma comunicação telepática que nenhum de nós sabia explicar, mas acontecia. Leandro tinha certeza de que sobreviveria ao câncer, porque sempre foi um irremediável otimista. Duas semanas antes de sua partida, eu estava muito inquieto, pensei estar em crises sucessivas de ansiedade, pois cheguei a me acordar num determinado dia com a sensação de "se eu morrer agora, eu tô pronto, tive uma vida maravilhosa". Passei dias pensando que era eu que ia morrer, mas... não era. Entendi que, de alguma forma, acessei o que Leandro nunca nos dizia, pois se preocupava mais com a gente do que com ele mesmo.
Mas vocês devem estar se perguntando por que raios eu tô falando nisso agora, né? Eu prometo que faz sentido: mesmo que eu quase nunca fale sobre mim ou sobre as coisas que me acontecem, eu precisava fechar uma lacuna que deixei aberta, com a suspensão e posterior descontinuação da série SaladiHistory antes de seu fim programado. Não foi por falta de material: eu estava afogado num oceano de emoções indizíveis. Qualquer coisa que eu dissesse, naqueles dias, não seria mediada pela razão. E eu, sujeito racional, não admito quebrar as minhas próprias regras e me expor desnecessariamente. Sempre fui e sempre serei alguém que se preserva em qualquer circunstância. Não significa, no entanto, que eu seja passivo diante dos desafios da vida: significa apenas que eu escolho a dedo minhas batalhas. Com o resto, não perco meu tempo, porque cada vez mais compreendo que a vida é mais rara e preciosa do que pensamos quase sempre.
Mas eu precisava dar um jeito de resgatar discos dos primórdios da Saladificador sem voltar à malfadada série SaladiHistory. Foi então que eu peguei carona no título do álbum de 2006 de Marina Lima (uai, acharam que tudo era criação inédita? Mais vale cópia bem-feita do que originalidade esdrúxula...) e comecei a reorganizar os discos do começo de tudo como... Lá nos Primórdios! Certamente mais volumes virão, conforme eu vou resgatando meus CD-R amontoados nas gavetas antes que a oxidação termine o serviço antes de mim.
Originalmente batizado de "Outstanding Tunes" e lançado no fim de janeiro de 2009 aqui na Saladificador (gente, que nome ruim, o de 17 anos atrás, hein? Deus é mais...), o primeiro volume de Lá nos Primórdios traz 19 faixas que ouvi entre 2005 e 2008. Ah, sim: o que era MPEG no master original segue assim, porque é tudo extraído do CD-R, lembram? A proposta é essa. Claro, tudo devidamente remasterizado.
E... cá entre nós: poder relatar todas essas coisas sem usar IA de muleta é um feito que vai se tornar cada vez mais raro, pelo que tenho observado. Mas... se o Alzheimer não me pegar, não pretendo terceirizar minha atividade cerebral, hehe
Bora ouvir?






















































