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sábado, 24 de outubro de 2026

It Ain't EZ Bein' Seizy

    Dia desses, me ocorreu a ideia de pesquisar sobre artistas que lidam ou tenham lidado em algum momento com epilepsia. Longe dessa ideia ativista de representatividade e bla bla bla, considerei coerente comigo mesmo dar sequência ao projeto. Batizei de "It Ain't EZ Bein' Seizy", uma maneira graciosa de dizer "it ain't easy being seizy". Gostei, particularmente, da ideia de trazer, de modo pouco ou nada óbvio, minha contribuição ao debate e à conscientização sobre a epilepsia, que ocorre em cerca de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo, mas sem aquele ar professoral ou excessivamente condescendente que me deixa bastante desanimado de tentar postar nos grupos que conheço e buscar formas mais racionais e eficazes de abordagem sobre a necessidade de conscientização, desmistificação de crenças equivocadas, sem que abordagens mais racionais gerem reações excessivamente passionais. Então, nessa minha busca por comunicações mais eficazes, que tem durado uns dois anos, concluí que utilizar o espaço da Saladificador, falar a linguagem da música, pode ser o início de algo que nem eu mesmo ainda sei onde vai dar. Mas... já que esse espaço admite inovações, por que não? Honestamente, gosto da ideia de falar sobre temas relevantes sem cair em armadilhas fáceis de ser cooptado por grupos que agem por lógicas sectárias que exigem não somente conformidade como também que nos encolhamos para caber na pequenez alheia. Das 14 faixas escolhidas para este projeto, 11 delas são interpretadas por artistas que lidam ou lidaram com epilepsia ao longo de suas vidas. As demais 3 foram escolhas pessoais, sem relação direta. Por fim, evito o termo "enfrentar" a condição, pois nos colocaria em uma posição de luta contra algo que já não está completamente no nosso controle, o que talvez justifique lugares emocionais complicados que vejo tanta gente habitar. Assim, prefiro o termo "lidar". Afinal de contas, se não há como viver sem a condição, o melhor a se fazer é lidar com ela de formas funcionais, não? Sem mais yadda yadda e bla bla bla, bora ouvir?

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