Dia desses, me ocorreu a ideia de pesquisar sobre artistas que lidam ou tenham lidado em algum momento com epilepsia. Longe dessa ideia ativista de representatividade e bla bla bla, considerei coerente comigo mesmo dar sequência ao projeto. Batizei de "It Ain't EZ Bein' Seizy", uma maneira graciosa de dizer "it ain't easy being seizy". Gostei, particularmente, da ideia de trazer, de modo pouco ou nada óbvio, minha contribuição ao debate e à conscientização sobre a epilepsia, que ocorre em cerca de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo, mas sem aquele ar professoral ou excessivamente condescendente que me deixa bastante desanimado de tentar postar nos grupos que conheço e buscar formas mais racionais e eficazes de abordagem sobre a necessidade de conscientização, desmistificação de crenças equivocadas, sem que abordagens mais racionais gerem reações excessivamente passionais. Então, nessa minha busca por comunicações mais eficazes, que tem durado uns dois anos, concluí que utilizar o espaço da Saladificador, falar a linguagem da música, pode ser o início de algo que nem eu mesmo ainda sei onde vai dar. Mas... já que esse espaço admite inovações, por que não? Honestamente, gosto da ideia de falar sobre temas relevantes sem cair em armadilhas fáceis de ser cooptado por grupos que agem por lógicas sectárias que exigem não somente conformidade como também que nos encolhamos para caber na pequenez alheia. Das 14 faixas escolhidas para este projeto, 11 delas são interpretadas por artistas que lidam ou lidaram com epilepsia ao longo de suas vidas. As demais 3 foram escolhas pessoais, sem relação direta. Por fim, evito o termo "enfrentar" a condição, pois nos colocaria em uma posição de luta contra algo que já não está completamente no nosso controle, o que talvez justifique lugares emocionais complicados que vejo tanta gente habitar. Assim, prefiro o termo "lidar". Afinal de contas, se não há como viver sem a condição, o melhor a se fazer é lidar com ela de formas funcionais, não? Sem mais yadda yadda e bla bla bla, bora ouvir?
sábado, 24 de outubro de 2026
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Vila Madalena Internacional (2000)
Houve, com a trilha sonora internacional de Vila Madalena, uma prática que costumava ser comum no final dos anos 80 e começo dos 90: o disco internacional estava nas prateleiras das lojas antes mesmo das músicas começarem a tocar na novela. E eu só soube disso 26 anos depois, quando a novela foi incluída no Globoplay, dia 19. Explico: estava eu com meus pais num passeio de domingo no dia 27 de fevereiro de 2000 e achei o CD a venda. Claro que os convenci a levar e passei o resto daquele domingo ouvindo o disco. Tinha eu, nos últimos 26 anos, como certo que as músicas já tocavam na novela naquela altura. Mas... não. Calhou de ser PRECISAMENTE no dia seguinte à compra do meu CD, justamente no capítulo 96, no ar em 28 de fevereiro de 2000. Só que, imagino eu, a proximidade temporal me deu uma falsa memória de que, ao comprar o disco, as músicas já eram apresentadas na novela. Inclusive, a primeira música a tocar é If I Let You Go de Westlife. Depois começa a tocar bastante, durante os pouco mais de dois meses restantes. Agora, não deixa de ser engraçado: se até nossas memórias falham, cês conseguem imaginar o TANTO que modelos de IA podem alucinar? Pois então... Melhor que os erros sejam nossos, né não?
Agora... cá entre nós: que tremenda bola fora a Cristina Cruz, responsável pelo projeto gráfico, usar a terrível fonte Arial tanto na capa quanto nos créditos das faixas, hein? Cruz credo, coisa horrorosa... Helvetica tem toda a elegância que os traços malformados da Arial destróem. Mas... vá lá, a gente releva porque o resto do projeto gráfico equilibrou.
Bora ouvir?
Vila Madalena (1999)
Apesar de uma audiência e de uma repercussão mornas, Vila Madalena trouxe inovação entre novembro de 1999 e maio de 2000. Foi, de fato, a última novela das 7 dos anos 90, já que Uga Uga, sua sucessora, adentrou janeiro de 2001. Mas, ainda assim, a trilha sonora nacional de Vila Madalena trouxe uma inovação: ao mesmo tempo, nenhuma música era abertura da novela e todas eram abertura da novela. Como assim? Simples: das 14 faixas selecionadas, todas tiveram clipes, desde trechos retirados de clipes oficiais a clipes gravados com exclusividade para serem usados pela Globo (caso de Tô Saindo de Ana Carolina, Paciência de Lenine [que mesmo tendo clipe oficial, teve um clipe exclusivo diferente do oficial para a novela], Aquilo de Lulu Santos [mesmo caso da anterior], Do Avesso de Vanessa Rangel, Moto Boy de Pedro Luis e a Parede, Resto de Mim de Maria Bethânia, Sossego de Os Paralamas do Sucesso, Certas Coisas de Milton Nascimento, Enjoado Jungle de Márcio Tucunduva e Profecias de Xuxa). Ou seja: 10 das 14 faixas tiveram clipes exclusivos para ilustrar de modo aleatório as aberturas da novela. Das 10, 8 eram clipes exclusivos, sem versões oficiais disponíveis.
Curiosamente, uma novela que se passa em São Paulo teve apenas 2 artistas da cidade: Mauricio Manieri e Márcio Tucunduva. Ana Carolina e Milton Nascimento são mineiros; Marcus Menna (LS Jack) é de Brasília, Lulu Santos, Paula Hunter, Vanessa Rangel, Pedro Luis e Fábio Almeida (Mr. Jam) são do Rio de Janeiro, Maria Bethânia é baiana, Herbert Vianna (Os Paralamas do Sucesso) é paraibano e, por fim, Xuxa é gaúcha. Agora... cá entre nós: que alívio da gota de poder ler um post com informações sem nada apoteoticamente inflado de enrolação de IA, né não? Até porque, nada jamais substituirá nossos cérebros. Bora ouvir?
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
domingo, 11 de outubro de 2026
O Melhor Internacional de Novelas (2007)
Corrigindo um pequeno erro meu: houve, nos anos de 2008 e 2009 o lançamento dos volumes 1 e 2 do Melhor das Novelas, nacional e internacional. Não se restringiu a 2010. Sendo assim, nosso Simulacro da Som Livre encerra a simulação de volumes não lançados de O Melhor Internacional de Novelas por 2007. Bora ouvir?
sábado, 3 de outubro de 2026
O Melhor Internacional de Novelas (2003)
Chegou o volume de 2003 de O Melhor Internacional de Novelas para o nosso simulacro da Som Livre. Bora ouvir?




































