Meu sétimo álbum (e segundo lançado fora do streaming, já que os lançamentos passaram a ser exclusivos da Saladificador) acaba de vir ao mundo. Deliberadamente, desloco o eu lírico para fora de mim. As faixas "As Roupas São Minhas", "Não Há Nada a Pagar", "Canção de Amor" e "A Queda de Uma Não-Heroína" trazem dois eus líricos distintos, onde exercito minha perspectiva sob o ponto de vista dessas duas pessoas. As faixas 1 e 10, início e fechamento do disco, amarram as pontas da proposta temática dele: primeiro Deus, depois as pessoas, e só então eu. Ambas se referenciam na obra de Caetano Veloso, em seu álbum "Estrangeiro", de 1989. As restantes, "Toda Tempestade", "Aqui", "Pela Eternidade" e "Mansidão Não É Omissão" progressivamente deslocam o meu eu lírico e resgatam a centralidade em Deus. De tudo o que escrevi até aqui, talvez aqui esteja o trabalho que mais me satisfaça, sem me deixar a sensação de que algo ficou faltando. Bora ouvir?








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