Aproveitando os 30 anos do lançamento da trilha sonora internacional de Olho no Olho, ocorrida exatamente em dezembro de 1993 e também aproveitando que Deborah Blando finalmente disponibilizou no streaming a versão regravada de Merry Go Round presente na novela (e com 13 segundos a mais), resolvi refazer todo o CD, aproveitando do CD original apenas as faixas exclusivas (as faixas 6, 7 e 13) do disco. Todo o restante foi extraído da discografia dos artistas e bandas, o que totalizou surpreendentes 1 minuto e 13 segundos a mais de tempo total (56:18 contra 55:05), fundamentalmente em decorrência dos cortes mais notáveis nas faixas 5, 9, 12 e 14. Aqui, nada ficou faltando e, o que é melhor ainda: devidamente masterizado para soar como um conjunto harmônico.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
terça-feira, 19 de dezembro de 2023
Estrela-Guia Internacional
Se tem algo que o post de hoje tem, é história. E daquelas bem improváveis, ainda por cima: justamente nos dias finais de 2015 eu criei o que poderia ter sido trilha sonora para a novela Estrela-Guia de maneira totalmente despretensiosa, tanto que o repertório que selecionei começava com DUAS músicas em sequência que não foram singles e seguiu mais longe com mais outras duas que nunca foram single, além de repeteco - e foi oficial, esse - de outra novela. De hits, todos eles se destacaram fora do Brasil, mas não por aqui. Pensei eu que, de acordo com o que expus aqui, o álbum seria esquecido em meio a tanta coisa que fiz naquele final de 2015. Ledo engano: meses depois, descobri que alguém havia surrupiado para colocar à venda não apenas a arte gráfica (bem amadora, por sinal) que fiz na época, como também a seleção do disco era igualzinha e todos os demais detalhes. Eu fico só imaginando a quantidade de consumidores incautos lesados por essa pessoa, mas... já passou. Fica a história um tanto quanto improvável de lembrança. Este disco traz Hanson, Lara Fabian, Adam Rickitt, Martine McCutcheon, Mary Mary, Backstreet Boys, Françoise Hardy, Donell Jones, 10cc, Melanie C, Storm, Len, Rita Lee e Tomaz Lima.
domingo, 17 de dezembro de 2023
O Rei do Gado Internacional (1996) / Não-oficial
A semana inicia com a versão da Saladificador para o que poderia ter servido de trilha sonora internacional da novela "O Rei do Gado", de Benedito Ruy Barbosa, que esteve no ar entre junho de 1996 e fevereiro de 1997. O lançamento da trilha sonora, caso existisse, seria em outubro de 1996, exatamente no mesmo período do volume 2 da trilha sonora oficialmente lançado.
Para este disco, escolhi músicas que tocaram entre 1994 e 1996 ao redor do mundo, mas também trouxe nas duas últimas faixas resgates dos anos 80. De modo geral, o disco aposta no potencial romântico da maioria das faixas, em diferentes estilos, a começar por Céline Dion e sua power ballad "Think Twice", passeando também pelo country de Faith Hill em "You Will Be Mine" e Dolly Parton e "Something Special", sem esquecer do R&B em "Let It Flow", de Toni Braxton, além do soft rock de Wet Wet Wet com "Somewhere Somehow". Na fronteira entre o balanço suingado de um R&B mais acelerado e um estilo romântico mais "empoderado", Brownstone - grupo pelo qual Kina Cosper foi revelada - vem com "If You Love Me". Outro romântico rasgado - resgatado dos anos 70 - é Antonello Venditti com a inspirada gravação "Le Cose Della Vita". Como se vê, metade do álbum é dedicado a um clima mais intimista e romântico em diferentes tons e estilos. Um equilíbrio justo com a outra metade do disco, que traz a presença de 10cc, Edwyn Collins, Cher, Blur, Simply Red, The Dream Academy e James Warren passeando por diversos estilos, desde o pop progressivo até o pop tradicional, também passando pelo rock e pelo sophisti-pop de Simply Red. Se ninguém conseguir associar com a novela, tenho certeza que pelo menos o disco garante 59 minutos agradáveis de se ouvir.
sábado, 16 de dezembro de 2023
A Indomada Internacional (1997) / Não-oficial
Outra novela que nunca teve uma trilha sonora internacional, em decorrência da determinação que novelas rurais não tinham clima suficiente para comportar temas internacionais, foi "A Indomada", exibida de 17 de fevereiro a 10 de outubro de 1997. Para ilustrar a novela de Aguinaldo Silva, escolhi focar bastante nos artistas britânicos da época, uma vez que a novela se passava em Greenvile, uma cidade fictícia no nordeste brasileiro que tinha forte influência britânica. Assim, escolhi artistas como Kula Shaker, Donna Lewis, Gary Barlow, Manic Street Preachers, Ocean Colour Scene, Dina Carroll e Mark Owen para dar o clima mais apropriado ao disco. Ou seja: metade do disco é de artistas e bandas que são do Reino Unido e suas proximidades. Fugindo ainda dos Estados Unidos, temos Shakira, da Colômbia e Massimo, com seu pai Domenico Modugno, diretamente da Itália, além da australiana Gina G. Sobram assim, apenas 4 faixas estadunidenses, mas elas não são qualquer coisa, não: Toni Braxton comparece com nada mais, nada menos que "Un-break My Heart", talvez um de seus maiores hits e extremamente popular à época, além de Todd Terry com Martha Wash e Jocelyn Brown na releitura de "Keep on Jumpin'", aqui na versão do álbum, com o final diferente. O disco conta ainda com as presenças de Etta James e DC Talk, que abrem o disco com a solar "Colored People".
Pedra sobre Pedra Internacional (1992) / Não-oficial
Faz exatos oito anos hoje, 16 de dezembro, que iniciei a postagem das trilhas sonoras internacionais criadas pela Saladificador para o exercício quase lúdico de imaginar como poderiam ser as trilhas sonoras internacionais das novelas que não tiveram a oportunidade de ter temas estrangeiros durante suas exibições. Foi justamente através da minha idealização sobre a possível trilha sonora internacional de "Pedra sobre Pedra", exibida de janeiro a julho de 1992 que iniciei os trabalhos que só foram totalmente encerrados no ano seguinte, numa leva que brevemente será resgatada aqui também.
Para este disco, selecionei um repertório que busca ser minimamente "familiar" à novela - e por isso escolhi "Passion", dos Gipsy Kings, que realmente fez parte da trilha sonora da novela, para figurar por aqui - pela forma que passeia por diversos estilos. As faixas mais lentas ficam por conta de Julian Lennon, Paula Abdul (ambos, em sequência, abrem o disco), Bryan Adams e, em certa medida, Quartz com Dina Carroll, que deu um tom moderno para "It's Too Late" no começo dos anos 90. Ainda assim, sobra espaço para o pop e para o rock internacional, além das variações dos estilos. Na parte rock, escolhi "I Touch Myself", grande sucesso da banda Divynils que eu considerei ser bastante compatível com algumas tramas mais "ousadas" da novela. Completam o disco Chesney Hawkes, Snap!, Waterboys, Kenny Thomas, The Shamen, Kym Sims, Whitney Houston e Franco Perini, também reaproveitado da trilha sonora oficial.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
Tieta Internacional (1989) / não-oficial
Muitas das novelas que não tiveram trilhas sonoras internacionais entre os anos 80 e anos 90 foram justamente novelas de Aguinaldo Silva, pois desde 1985 a Som Livre chegou ao entendimento de que novelas "rurais", ou seja, regionais num sentido interiorano, fora do eixo RJ-SP, não teriam contexto suficiente para comportar nas suas identidades musicais trilhas sonoras que soassem não apenas modernas, mas cosmopolitas demais. Tal decisão passou a vigorar a partir justamente de uma novela de Aguinaldo Silva e Dias Gomes, Roque Santeiro, exibida entre 1985 e 1986. Foi a primeira vez que uma novela então das oito viu sua trilha sonora ser dividida em dois volumes nacionais. Obviamente, não foi diferente com Tieta, entre 1989 e 1990.
Aproveitei aqui o projeto gráfico do lançamento do volume 2, intercalado com detalhes do volume 1. Para a seleção de músicas, optei por um equilíbrio entre faixas consideradas já à época (novembro a dezembro de 1989), clássicas, como "Something's Gotten Hold of My Heart", que foi regravada por Marc Almond dividindo vocais com Gene Pitney (17/02/1940 - 05/04/2006) ou ainda faixas que, mesmo sendo modernas, traziam uma roupagem diferenciada ao pop da época, como "Wonderful Life" de Black (Colin Verarncombe, 26/05/1962 - 26/01/2016) ou "Licence to Kill" de Gladys Knight, trilha sonora do filme mais recente à época da franquia 007, homônimo à música. Houve também espaço para uma faixa oficial da trilha sonora: trata-se de "Toucan's Dance" com Sergio Mendes. Ainda assim, o que era popular em 1989 entrou aqui, trazendo nomes como Soul II Soul, Paula Abdul, Tina Turner (26/11/1939 - 24/05/2023) com seu maior hit "The Best", que foi tão avassaladoramente gigante em sua carreira que a própria Tina ficou conhecida como "simply the best". Foi o auge de uma carreira consolidada seis anos antes, desde seu início promissor como cantora solo. Completam o disco Sydney Youngblood, Inner City, Karyn White, Bobby Brown, Boy Meets Girl, The Cover Girls e T'Pau.
Porto dos Milagres Internacional (2001) / Não-oficial
Seguindo com a missão de resgatar em FLAC todas as trilhas sonoras internacionais feitas pela Saladificador, o disco da vez é Porto dos Milagres Internacional, cujo projeto gráfico do volume 2 foi parcialmente aproveitado aqui. O lançamento hipotético se daria em junho de 2001, no mesmo exato período em que foi às lojas o volume 2 da trilha sonora da novela de Aguinaldo Silva, que era baseada nos romances Mar Morto e A Descoberta da América pelos Turcos, ambos de Jorge Amado.
Neste disco, reuni grandes sucessos do final da década de 90 e começo da década de 2000 (porque, como todos sabem, a década só começa no ano 1), como "Don't Let Me Be the Last to Know" de Britney Spears, "Nobody Wants to Be Lonely" de Ricky Martin e Christina Aguilera, "Sexbomb" de Tom Jones em seu famoso remix popularizado por Mousse T, além de apostar em nomes que brilharam pelo exterior e não tiveram tanta notoriedade por aqui, como Lonestar, David Gray, Dave Matthews Band, Atomic Kitten, Craig David e outros grandes nomes. Incluí, também, uma música oficial da trilha sonora: "Usted Se Me Llevó La Vida", na interpretação de Alexandre Pires. De modo geral, o disco transita por diversos estilos musicais, começando por um country pop, seguindo com folk, bubblegum pop, rock alternativo, música latina (também presente em "Tres Gotas de Agua Bendita" de Gloria Estefan e Celia Cruz), não esquecendo dos temas mais românticos. Como todos os resgates feitos até aqui, este disco também teve seu repertório fechado pela primeira vez oito anos atrás. Espero que gostem!
Fera Ferida Internacional (1994) / Não-oficial
Também tem espaço hoje para a trilha sonora internacional pensada para a novela "Fera Ferida", também aproveitando o projeto gráfico do volume 2 lançado em fevereiro de 1994, com adaptações. Inclui Gabrielle, Gloria Estefan, Take That, Incognito, Chaka Demus & Pliers, Rick Astley, Jade, Lucio Dalla e Gianni Morandi, Elton John e Kiki Dee, UB40, The Beloved, Rozalla, Eternal e, por fim, Bucks Fizz.
Renascer Internacional (1993) / Não-oficial
O segundo álbum escolhido para dar sequência ao "relançamento" com faixas totalmente lossless das trilhas sonoras internacionais idealizadas por mim para as novelas que não as tiveram, é a trilha sonora internacional de "Renascer", que teria seu lançamento estimado em julho de 1995, exatamente na mesma época do lançamento do volume 2 da trilha sonora. Aproveitei, inclusive, o projeto gráfico e a capa do lançamento original para adaptar, além de aproveitar uma das faixas oficiais da trilha sonora para fechar o disco. A trilha sonora traz grandes nomes que estavam bastante estourados entre 1991 e 1993, como Jon Secada, Whitney Houston, Sade, Lionel Richie, Boyz II Men, Mr. Big e Opus III, além de incluir faixas como "Ain't No Doubt" de Jimmy Nail, um grande sucesso no Reino Unido em 1992 que não teve a mesma sorte por aqui. Inclui também Alanis (Morissette, mas ainda sem o Morissette no nome artístico) diretamente de seu segundo álbum lançado em 1992 somente no Canadá, chamado "Now Is the Time", com a faixa "Rain", que teve modesta execução nas rádios brasileiras, mas não chegou a fazer sucesso. Alanis Morissette só encontraria o sucesso ao lançar seu primeiro álbum internacional e terceiro da carreira "Jagged Little Pill" em 1995, que rendeu inúmeros hits e a colocou em definitivo no cenário musical mundial.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2023
Irmãos Coragem Internacional (1995) / Não-oficial
O que a Saladificador tem para este final de ano não é exatamente uma série de reissues, uma vez que trata-se na verdade de uma repostagem de discos criados por mim, Heyner Mercado, para o que poderiam ser as trilhas sonoras internacionais das novelas que não tiveram trilhas sonoras internacionais ao longo da história da Globo. Além disso, não são reissues porque não são remasterizações: na verdade, é apenas uma atualização dos discos em formato lossless, mas com os masters originais feitos à época de seus "lançamentos" por aqui, com leves ajustes quando necessário, mas nada que altere a forma do que foi lançado aqui com exclusividade. Para começar, retomo uma "trilha sonora" que postei 8 anos atrás, em dezembro de 2015: Irmãos Coragem Internacional, para ilustrar o que poderia ter sido trilha sonora do remake de 1995 que comemorava os 30 anos da Globo. Para o disco, que teria sido lançado por volta de abril de 1995, foram escolhidas faixas de Take That, All-4-One, Sheryl Crow, Big Mountain, Maxx, Jimmy Nail, Shampoo, Sophie B. Hawkins, Youssou N'Dour & Neneh Cherry, Mariah Carey, Tori Amos, M People, Fred Bongusto e Ric Ocasek.
domingo, 10 de dezembro de 2023
Cuca Legal Internacional
Hoje é a vez do reissue da trilha sonora internacional da novela Cuca Legal, que, até Salve-se Quem Puder (que teve 107 capítulos), havia sido a novela mais curta do horário das 19 horas (exibida entre 27 de janeiro e 13 de junho de 1975, em 118 capítulos). Novela de baixa repercussão, teve pouco tempo para divulgar sua trilha sonora internacional, que mesmo assim conseguiu fazer mais sucesso que a própria novela. É um disco repleto de sucessos da época e com uma excelente alternância entre faixas lentas e mais dançantes, o que naturalmente gera um engajamento maior ao se escutar o conjunto como um todo. O disco começa com a lenta "One Day in Your Life" de Michael Jackson (27/08/1958 - 25/06/2009), um sucesso recém-lançado à época e segue com "I'll Be Holding On" de Al Downing (09/01/1940 - 04/07/2005), que ganhou o subtítulo de "Melô do Banjo" e fez um tremendo sucesso por aqui. Chrystian inaugura a parte hits Brazil do disco com "More Than You Know" e prova que sempre esteve acima da média ao gravar em inglês. Depois, tem The Futures com "Castles (In the Sky)" que veio muito cortada no LP, mas aqui tá completa. A saga dos hits Brazil segue firme e forte com Terry Winter (08/05/1941 - 22/09/1998) que manda bem, é verdade, mas mesmo sendo neto de ingleses, em "We Can't Make Love Tonight", inexplicavelmente, seu inglês tropeça em alguns trechos. Bela canção, ainda assim. Na sequência, Stevie Wonder brilha em "Boogie on Reggae Woman" que, durante muito tempo, se acreditou estar cortada na introdução na trilha sonora, mas... não estava: trata-se da versão do álbum de Stevie de 1974, que vinha parcialmente mixado. A versão correta foi, finalmente, colocada aqui. Sergio Mendes & Brasil 77 com vocais de Bonnie Bowden fecham a primeira parte com a gravação de "If I Ever Lose This Heaven". Na segunda parte, The Stylistics abrem os trabalhos com "The Miracle", para na sequência vir "Love You Just as Long as I Can" com Free Spirit. Na faixa seguinte, a correção de um erro não antes verificado: ao contrário do que estava na trilha sonora, a faixa não se chama "It's My First Day Without You", mas sim "My First Day Without Her", composição de Jim Weatherly (17/03/1943 - 03/02/2021), pertencente à discografia dos The Classics IV que, apesar de ter Dennis Yost (20/07/1943 - 07/12/2008) como frontman, já não tinha o nome dele na banda. The Miracles e sua "Keep on Keepin' On (Doin' What You Do)" trazem um toque romântico e soul ao mesmo tempo ao disco. Paul Jones, brasileiro, apesar de entregar bons vocais numa música bem arranjada, derrapa tanto no inglês em "I'm a Prisoner" que o melhor a se fazer é ouvir abstraindo esse pequeno detalhe. Steve Feldman, natural de New Jersey, fez sucesso somente no Brasil com "Let Me Be Forever". Na coletânea "O Melhor Internacional de Novelas, capítulo 2", a faixa veio de fonte lossy (MPEG) de baixo bitrate, perceptível ao se ouvir e ao se analisar o espectro da faixa. Aqui, veio totalmente lossless (lossless é, inclusive, a maneira correta de se escrever). Por falar em correção, termino o post corrigindo a mim mesmo: Airto Fogo não é nem nunca foi Waltel Branco: trata-se, na verdade, do baterista francês Sylvain Krief que, mesmo tendo tido uma parceria com Waltel na produção de seu projeto - verdade seja dita - como Airto Fogo, foi o único responsável pela composição de suas faixas (que vão além de "Jungle Bird", aqui presente no disco, ou "Black Soul", ambas no mesmo compacto: ele lançou, no ano seguinte, um álbum completo sob o nome de Airto Fogo, comercializado somente na França). Acho importante corrigir a informação, pois meu compromisso é com a verdade e sempre que eu verificar que cometi alguma imprecisão, corrigirei. Espero que curtam mais um reissue feito com carinho para todos que seguem a Saladificador!
terça-feira, 5 de dezembro de 2023
Partido Alto Internacional
No segundo reissue depois da retomada oficial, trouxe de volta a trilha sonora internacional da novela Partido Alto, de 1984 em FLAC. Segue abaixo o texto originalmente publicado aqui na Saladificador em 28 de junho de 2016:
Apesar de ter sido uma novela de complicada repercussão à época e pouco lembrada nos dias de hoje, "Partido Alto" rendeu uma trilha sonora memorável que, não apenas abafou completamente a morna trilha sonora nacional, como também se manteve, ao longo dos anos, um disco de qualidade atemporal. Logo de cara, o disco abre com "Primavera", gravação de 1976 de Riccardo Cocciante e tardiamente reconhecida por aqui. Uma bela canção (eu e meu fraco pela música italiana, principalmente para a atuação do Riccardo ao cantar). Na sequência, Tina Turner regrava Beatles com "Help". Bem, eu vou falar de um gosto estritamente pessoal meu: eu prefiro mil vezes qualquer coisa aos Beatles. Não gosto, gente... não dá. Tina, pra variar, sempre manda muito bem. World's Famous Supreme Team, do produtor Malcolm McLaren, arrasa com "Hey DJ", aqui em versão single. Esta canção seria utilizada na década seguinte de sample para "Honey", de Mariah Carey. Eartha Kitt, uma das minhas cantoras preferidas de todos os tempos, juntamente com Shirley Bassey, vem em ótima forma em "Where Is My Man", novamente em single version. Joe Cocker nunca errava. Não tem nada que ele não tenha gravado que não tenha dado muito certo... "Even a Fool Would Let Go" na voz dele é linda. Wang Chung marca presença com "Don't Let Go", talvez a única canção realmente datada da trilha sonora. BJ Thomas manda bem em "This Love Is Forever", fechando o lado A. Uma improvável presença do Menudo numa trilha sonora de novela das oito poderia dar errado, mas não é este o caso. "If You're Not Here (By my Side)" é bonita e não prejudica o disco. Culture Club vem com "Miss Me Blind", seguidos por Chicago com a excelente "You're the Inspiration". The Flirtations comparecem com "Earthquake", que não passa de legalzinha. Peabo Bryson estava em alta na época e "If Ever You're in My Arms Again" é uma belíssima canção. RAF (ou simplesmente Raffaele Riefoli) vem com a gravação ORIGINAL de "Self Control". Sim, gente: a versão da falecida Laura Branigan que é o cover. Fechando o disco, mais uma vez Waltel Branco aparece, aqui sob o pseudônimo de Black Journey. Como quase tudo o que ele produz, faz bonito em "Dreams". Bem, é isso. Baixem e divirtam-se!
























































