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domingo, 26 de junho de 2016

Saladificador Masters #10: Livre Para Voar: internacional (32nd Anniversary Edition)

"Livre Para Voar" foi uma novela de Walter Negrão e que rendeu uma trilha sonora internacional memorável no ano de 1984. Aliás, 1984 foi um ano extremamente feliz para as trilhas sonoras, que foram numerosas naquele ano. Mas vamos ao que interessa, que é a trilha sonora internacional de "Livre Para Voar": o disco abre com The Cars, banda que revelou Ric Ocasek e o finado Benjamin Orr, com a excelente "Drive". George Michael comparece com seu primeiro grande sucesso fora do Wham!: "Careless Whisper" acabou se tornando um dos seus grandes sucessos da carreira. Ah, sim: a versão dele tem essa introdução, mesmo. A introdução longa pertence à discografia do Wham!. Ainda assim, a canção veio bastante editada em 3'29, quando na realidade, dura cinco minutos cravados. Robin Gibb, também já falecido (o único remanescente dos Bee Gees ainda vivo é o Barry, todo o resto já foi pro saco...), comparece com "Boys do Fall in Love", seguido de "Hold me", com os já também finados Teddy Pendergrass e Whitney Houston (que aliás, não foi creditada no disco porque era uma célebre desconhecida à época). Essa canção veio MUITO editada no disco da novela, acabando em 3'09, quando na verdade tem quase o dobro disso. Bem, mas essa prática era comum dos discos produzidos pela CBS, atual Sony, na época: a tesoura rolava solta e desenfreada, mesmo. Alicia Myers comparece com a versão single de "You Get the Best from me (Say, Say, Say)", seguida de Dámaris Carbaugh (com acento, ao contrário do grafado no disco) que interpreta uma versão em inglês de "Outra Vez", que virou "Once Again". Essa faixa foi relançada em CD no Japão e foi gentilmente cedida por Leo Brunno, ou simplesmente o bom e velho $kywalker de guerra. A faixa seguinte também foi extraída do trabalho dele: Morris Albert e Rebecca Godínez, não creditada, fazem muito bonito em "If we Believe". No disco da novela, a canção se encerra aos 3 minutos, quando há mais de 1 minuto pela frente, ainda. Jermaine Jackson faz bonito em "Do What You do" e é seguido por Joyce Kennedy e Jeffrey Osborne com "The Last Time I Made Love". Dan Hartman, também já finado, fez bastante sucesso com "I Can Dream About You", que veio sensivelmente editada no disco da novela. Jeff Tyzik, ou simplesmente Tyzik, não faz feio em "You're my Woman, You're my Lady". SOS Band comparece com a irresistível "Just the Way You Like it". Aliás, cabe uma informação: a versão da canção incluída na trilha sonora da novela é retirada do trecho da versão estendida, conhecida como "Like it Long Mix". Quem, assim como eu, tiver o LP da novela, poderá comprovar: o compasso dessa versão é ligeiramente mais rápido que as demais versões dela. No disco, veio MUITO editada em 3'24, quando tinha mais de 6 minutos pela frente, ainda. Aqui, ela vem com todos os seus 9'31 e não cansa, eu prometo a vocês. Claro que não podia faltar uma bagaça pra contar história, né? Waltel Blanco e Antônio Faya, responsáveis por canções instrumentais memoráveis, aqui aparecem sob o pseudônimo de Love Sound Orchestra com a fraca "Tema de Amor". Pelo menos a mim, essa canção não diz muita coisa, sinto muito. Bem, é isso. Curtam esse disco que com tudo no lugar, ficou com mais de 64 minutos, é mole? ;)
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Saladificador Masters #9: Fera Radical: internacional (28th Anniversary Edition)

A trilha sonora internacional da novela "Fera Radical", de Walter Negrão, certamente foi um dos grandes discos da década de 80. Abre com Patrick Swayze & Wendy Fraser, diretamente da trilha sonora do filme "Dirty Dancing" com "She's Like the Wind". Na sequência, Billy Ocean vem com "Get Outta my Dreams, Get Into my Car", talvez seu maior sucesso, em um momento relativamente tardio em sua carreira. Carrie Hamilton, falecida precocemente em 2002, faz dueto com Yutaka Tadokoro e regrava a canção de Carole King "(You Make me Feel Like a) Natural Woman", diretamente da trilha sonora do filme "Tokyo Pop". Aliás, essa trilha sonora nunca foi lançada no Brasil, o que faz dessa faixa praticamente exclusiva da trilha sonora. Os britânicos do Living in a Box vem com sua faixa homônima e fazem bonito. Michael Bolton desponta com a bonita "That's What Love is All About" e é seguido em nonstop por "Lessons in Love", dos britânicos do Level 42. Fechando o lado A, a única bagaça do disco: "Magic Emotions", de Joel Paul Drade, é dispensável. Climie Fisher (não é uma pessoa, é um duo) vem com seu único sucesso mainstream "Love Changes (Everything)". No disco da novela, o subtítulo veio creditado como título. Taylor Dayne, erroneamente grafada no disco como Taylor Dane, comparece com a excelente house "Tell it to my Heart", seu signature-hit. Rainer Hoeglmeier (grafado erroneamente no disco da novela como RAINIER Hoeglmeier) canta em inglês "Just a Little Love". Ah, sim: ele é alemão. Basia, então recém saída do Matt Bianco, vem com a ótima "Promises", mantendo sua identidade musical próxima ao que Matt Bianco propôs: uma coisa meio latina, meio brasileira, meio europeia, uma coisa híbrida que aos nossos ouvidos dá muito certo. Kool & the Gang, atrasadinhos de 1986, comparecem com a bela "Special Way", seguidos de Star, que teve sua "Watch Your Step" MUITO editada no disco da novela, terminando aos 2'34, quando faltavam mais de dois minutos para seu verdadeiro final. Danny Wilson, banda escocesa, encerra o disco com "Mary's Prayer", uma excelente canção. Ah, diferente dos outros discos de 1988, essa trilha sonora foi pouco editada no lançamento original: apenas as faixas 2, 3, 6, 8, 10, 12 e 13 sofreram edições e, excetuando as faixas 10 e 13, as outras edições foram bem mais generosas. Curtam muito, porque vale a pena!
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sábado, 25 de junho de 2016

Saladificador Masters #8: Bandeira 2: internacional (45th Anniversary Edition)

Empolgada com o sucesso da trilha sonora da novela anterior no horário das 10, "O Cafona", a Som Livre apressou o lançamento da trilha sonora internacional de "Bandeira 2" para que pudesse estar à venda no natal de 1971, pouco mais de um mês depois da estreia da novela. Foi a primeira trilha sonora internacional que recebeu oficialmente esse título, sendo a segunda na linha do tempo iniciada pela novela antecessora. A exemplo da trilha sonora de "O Cafona", o disco internacional de "Bandeira 2" apostou no som negro da Motown, à época distribuído no Brasil pela Top Tape e, posteriormente, pela RCA (atual Sony Music Entertainment). Atualmente, em escala global, o catálogo da Motown pertence à Universal Music Group, que disputa justamente com a Sony o título de maior gravadora do mundo. O disco abre com Ricky Shayne e sua versão em inglês de "Mamy Blue". No CD "O Melhor Internacional de Novelas, capítulo 2", foi incluída a versão em alemão, provavelmente por falta de atenção, uma vez que ambas as faixas foram relançadas digitalmente e com ISRCs distintos. Na sequência, Rare Earth com a ótima "I Just Want to Celebrate", seguidos pela Orquestra Som Livre, prata da casa, aqui sob o pseudônimo de Free Sound Orchestra, com "Love's Whistle", que é uma bela composição instrumental e alcançou boa repercussão. Waltel Blanco e Antônio Faya são os responsáveis pela composição. Michael Jackson comparece com "Got to be There", que voltaria às trilhas sonoras na voz de Chaka Khan em "Final Feliz", 12 anos depois. Sheila comparece com a versão italiana de "Adiós Amor", seguida de Marvin Gaye com "Mercy, Mercy me (The Ecology)". O subtítulo da canção foi omitido do disco da novela, inclusive. Gordon Staples & the Motown Strings fecham o lado A com a excelente "Strung Out", aqui na versão maior que foi incluída na novela. Há uma versão mais curta, também oficial. Diana Ross manda bem com "Remember me" abrindo o lado B, seguida de "You Gotta Have Love in Your Heart", com The Supremes & Four Tops. Stevie Wonder marca presença em duas faixas: a primeira é "Think of me as Your Soldier", lançamento da época. A segunda é "How Can You Believe", de 1968, do seu disco "Eivets Rednow". Essa faixa veio com sérios problemas de crédito no disco da novela: o título do disco virou o nome de Stevie e a faixa foi grafada erroneamente como "How Can I Believe", vindo com o título correto apenas no selo do disco. Jackson Five comparece com "Going Back to Indiana" e empolga. Me julguem, mas não consigo resistir à riqueza do arranjo de "Acropolis Adieu", com Mireille Mathieu. Podem me chamar de brega, mas o arranjo dessa canção é riquíssimo. Fechando o disco, Los Hermanos Castro, aqui representados pela Som Livre, gravam a versão em espanhol de "(They Long to be) Close to You", que virou "Cerca de ti". Bela versão, diga-se de passagem. Esse foi o primeiro disco internacional da Som Livre lançado em estéreo. "O Cafona" só foi prensado em mono, no mesmo ano.
É isso aí. Curtam muito esse disco, que certamente vale a pena.

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Saladificador Masters #7: Pecado Rasgado: internacional (38th Anniversary Edition)

Apesar de não ter sido um sucesso, "Pecado Rasgado", primeira novela de Silvio de Abreu na Globo, rendeu um bom disco representando sua trilha sonora internacional. Abre com Rick James e sua "You and I", que no LP da novela veio MUITO editada em 4'02, quando na realidade a faixa possui rigorosamente o dobro disso. E não cansa, lhes prometo!
Na sequência uma bagaça difícil de engolir: Mike Brook, um artista obscuro, faz cover de "Grease", gravada originalmente por Frankie Valli para o filme homônimo. Nem preciso dizer que ficou infinitamente aquém da original, né? São raros os casos de covers que se saem melhores que as versões originais...
Sylvester estava estouradíssimo com "You Make me Feel (Mighty Real)". No disco da novela, veio na album version, porém MUITO editada em 3'55, quando na verdade, possui 6'33. Danny Shann comparece com a bonitinha "Your Love", mas sinceramente essa canção não me diz muita coisa. Musique vem com "Keep on Jumpin'", também na album version, mas editada em 3'43. A original ultrapassa os 5 minutos. Debby Boone (erroneamente grafada como Debbie Boone no disco da novela) vem com "When You're Loved", mas logo é eclipsada por Giorgio & Chris com a ótima "Love Now, Hurt Later", que veio MUITO editada no disco, terminando aos 3'51, quando originalmente bate nos 6 minutos. Na realidade, esse excesso de tesourada no lado A se justifica pelo lado B do disco, numa época que já havia a preocupação da gravadora em equiparar a minutagem dos lados, por conta dos exemplares em cassete (o que não impediu algumas alterações na tracklist na versão cassete das trilhas sonoras...). As 7 faixas do lado B são curtas e nenhuma delas precisou ser editada (nem mesmo a do Meco, que veio na versão do compacto, relançada posteriormente em CD, mas de fonte analógica). Rita Coolidge vem com a disco "You", excelente. Na sequência, Grace Jones comparece com seu sucesso "Do or Die", aqui em single version, portanto, não foi editada. Talvez o momento mais bonito do disco, na minha humilde opinião, seja a presença de Stonebolt com a belíssima "I Will Still Love You". Lindíssima! Ah, sim: no disco da novela a banda veio grafada erroneamente como STONE BOLT, separado, mas o nome real é todo junto. Björn Skifs comparece com a divertida "La Booga Rooga", um rock descompromissado. Hélio Costa Manso, digo, Steve McLean, faz bonito com "Places". Meco, mais famoso pela "Star Wars Theme/Cantina Band", comparece aqui com "Themes From Wizard of Oz". Danny Cabuche, argentino, fecha o disco com "Qué Hay Que Hacer Para Olvidar". Ah, sim: no disco da novela, seu sobrenome Cabuche foi omitido e a canção foi grafada sem o acento agudo na palavra "qué". Coisas da Som Livre e de seus diagramadores muito atentos...
Enfim, curtam muito esse disco, porque apesar do vergonhoso momento de Mike Brook, vale a pena.

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Saladificador Masters #6: Sétimo Sentido: internacional (34th Anniversary Edition)

Olá, criOnças! O sexto disco da série é a trilha sonora internacional de "Sétimo Sentido", novela de Janete Clair exibida entre março e outubro de 1982. Assim como sua contemporânea no horário das 7, "Elas por Elas", o disco internacional de "Sétimo Sentido" veio bastante inovador. Abre com Elton John com sua "Empty Garden (Hey, Hey Johnny)", composta em homenagem a John Lennon, à época assassinado há pouco mais de um ano. O subtítulo da canção foi omitido do disco da novela. Na sequência, Duran Duran comparece com "Anyone Out There", faixa que foi um tiro no escuro, pois na época era "Girls on Film" que fazia sucesso. Don McLean vem com a simpática "Castles in the Air", que basicamente fala da paixão do autor da canção por uma vida mais "country" e menos "cidade grande". Ray Parker, Jr. comparece com "The Other Woman", seu primeiro sucesso depois de deixar Raydio. A faixa que foi incluída no disco da novela, apesar do fade out aos 4 minutos, não é a single version, pois à época do lançamento da trilha sonora da novela, a single version de "The Other Woman" sequer havia sido lançada. Foi um fade out desnecessário, mesmo, uma vez que a faixa só tinha 3 segundos pela frente, sem o fade out. Somente em agosto de 1982 a single version foi lançada, com fade out semelhante ao que consta no disco da novela. Udo Jürgens, cantor austríaco falecido recentemente, em 21 de dezembro de 2014, aos 80 anos, comparece com "Walk Away". A novidade nesse reissue é que, pela primeira vez, a faixa vem de fonte digital, diretamente da discografia de Udo. Mary Wells, falecida precocemente em 1992, comparece com a ótima "Gigolo", que foi MUITO editada no disco da novela, acabando aos 3'15, quando havia rigorosamente mais 3'15 pela frente. Aqui, a canção veio com todos os seus 6'30 (que na realidade, eram mais de 7 minutos, se fosse contar a introdução longa que não consta no disco da novela e nem aqui). Waltel Blanco e Antônio Faya, os reis dos fillers, comparecem com duas composições. Fechando o lado A, "Silenzio" e, fechando o lado B, "Tristesse", com letra e vocais de Danielle. Provavelmente por problemas de liberação do fonograma original de Vangelis, "Chariots of Fire" veio numa versão genérica - e relativamente digna - com Spirits. Até hoje não se sabe quem estava por trás desse projeto. Adrian Gurvitz, cantor britânico, conheceu o seu maior sucesso com "Classic", canção que merece carregar o título que possui. Lindíssima! Rod Stewart comparece com "How Long" e faz bonito. Patrick Cowley, em única participação nas trilhas de novela em sua curta vida, vem com a ótima "Megatron Man", que no disco da novela veio MUITO editada em 3'20, porém, era uma edição feita sobre a album version, que originalmente ultrapassa os 9 minutos. Aqui, ficou com pouco mais de 7 minutos e meio. Michael Henderson regrava Burt Bacharach com muita emoção em "Make it Easy on Yourself", presente em seu álbum de 1981, intitulado "Slingshot". Enfim, um disco que vale a pena ouvir com carinho. Curtam muito!
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Saladificador Masters #5: Elas Por Elas: internacional (34th Anniversary Edition)

O disco da vez é a trilha sonora internacional de "Elas por Elas", novela de Cassiano Gabus Mendes, que foi um sucesso na época. Foi exibida de maio a novembro de 1982 e teve uma trilha sonora internacional um tanto curiosa. Sua novela contemporânea no horário das 8 ("Elas por Elas" era das 7), "Sétimo Sentido", também teve uma trilha sonora internacional que se arriscava no novo. Eram os primeiros passos de Sérgio Motta selecionando trilhas sonoras dentro da Som Livre. Sempre antenado, muitas vezes ele antecipou sucessos e arriscou o próprio pescoço com propostas inusitadas. Em "Elas Por Elas", na minha opinião, isso deu certo. O disco abre com "I've Never Been to me" de Charlene, que havia sido lançada inicialmente em 1976 e em 1982 era relançada num single remixado, com trechos adicionais. Essa foi a versão que parou na trilha da novela. Mas a canção só foi virar sucesso mais de dez anos depois, ao se tornar trilha sonora de "Priscila, a Rainha do Deserto". Na sequência, temos Air Supply com "Even the Nights Are Better", carro-chefe do disco. Mel Brooks, geralmente ator, comparece com a inusitada "It's Good to be the King" que NÃO está editada. A versão da novela acaba daquele jeito, mesmo. Manolo Otero comparece com "Vuelvo a ti" e é seguido por Bohannon com "Let's Start to Dance Again", que foi erroneamente grafada como "Let's Start THE Dance Again" no disco. Essa veio editadíssima em 3'20. Aqui, ela vem com o trecho que faltou. Angela Clemmons regrava e dá uma roupagem completamente nova a "Give me Just a Little More Time", que também veio mutilada no disco da novela: dos mais de 7 minutos, a canção foi reduzida a 2'50, sem dó nem piedade. Alessi e um não creditado Christopher Cross (apenas foi mencionado no selo do disco) comparecem com "Forever". Um sucesso inesperado foi "Cry Softly (Time is Mourning)", com Secret Service. Ah, sim: o título está correto. No selo do disco consta "Time is MORNING", mas o correto é MOURNING, do verbo MOURN. Sem mais delongas, vamos ao disco:
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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Saladificador Masters #4: Plumas & Paetês: internacional (36th Anniversary Edition)

Olá, criOnças! Estão achando demais duas postagens por dia? Pois é assim que Saladificador Masters vai se apresentar, até chegar no vigésimo e último disco da série.
Agora é a vez da trilha sonora internacional de "Plumas & Paetês", que é um excelente disco. A trama de Cassiano Gabus Mendes demorou a cair no gosto popular, só engrenando depois da virada de 1981. Apresentada entre setembro de 1980 e abril de 1981, acabou sendo esticada em cerca de um mês na sua reta final. Na trilha sonora internacional, temos Davitt Sigerson (mais frequente como ator do que como cantor) com "I Never Fall in Love". No disco da novela, a faixa veio em sua single version, mas ainda assim veio editada no final, perdendo 13 segundos. Na sequência, George Benson, também na single version - e sem cortes - marca presença com "Give me the Night". Sylvia Mason, antes integrante do Voyage, vocaliza uma composição dos próprios integrantes do Voyage: "Shadow in the Sun" acabou imortalizada na voz de Sylvia, mas também terminou por ser seu único sucesso solo. No disco, veio MUITO editada, terminando aos 3'25. A faixa se estende por mais um minuto, na realidade. Stephanie Mills comparece - também com a single version e sem cortes, portanto - com "Never Knew Love Like This Before", Dschinghis Khan, grupo alemão, sabiamente mudou o seu nome para o mercado internacional e passou a se apresentar para o exterior como Genghis Khan (pelo menos assim não enrolamos a língua ao tentar pronunciar o nome do grupo, muito franco), surge com a excelente "The Strangers", versão em inglês da canção "Die Fremden". Dionne Warwick comparece com "No Night so Long" (que curiosamente, viu a cor do relançamento em CD na China e somente depois no resto do mundo...). Sheena Easton manda bem em "Modern Girl" (também em single version, com poucos segundos a menos que a album version e num ritmo levemente acelerado). Crown Heights Affair - ou simplesmente CHA - vem com a ótima "Sure Shot", em versão estendida, mas terrivelmente editada no LP da novela: dos 6'07 reais da faixa, no disco ela ficou com 3'45. Aliás, a versão estendida que entrou para a novela é dificílima de se achar e, mesmo quando relançada em 2006, veio de fonte analógica, ou seja: desistam, não existe uma gravação completamente digital dessa versão. Claro que tem bagaça no meio, mas a presença de Pippo e Monica não chega a incomodar. Mike Pinera vem com "Goodnight my Love", uma bela canção. Um obscuro Stephan, certamente brasileiro, canta "Now's the Time", composição de Waltel Blanco e Antônio Faya, os reis dos fillers. Mas essa canção não faz feio, não. Longe disso, inclusive. Goombay Dance Band vem com a divertida "Sun of Jamaica", seguidos de Ray, Goodman and Brown com a inconfundível "Special Lady". Paul Davis, depois de um longo hiato nas trilhas sonoras (acho eu que desde "O Cafona", primeira trilha sonora internacional lançada na história da telenovela brasileira), comparece com a gostosinha "Do Right". Mas, não se enganem: Paul era evangélico e a canção é gospel. Sim, era porque já morreu. Não lembro quando no momento, mas já tem um tempinho. Enfim, curtam muito esse disco, porque vale a pena.
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Saladificador Masters #3: O Pulo do Gato: internacional (38th Anniversary Edition)

Olá, criOnças!
O disco escolhido para ser a trilha sonora de hoje é a trilha sonora internacional da novela "O Pulo do Gato", novela de Bráulio Pedroso e que foi, oficialmente, a penúltima novela das dez da emissora. O horário, que estava em declínio, seria encerrado ao final da sua sucessora, "Sinal de Alerta" e ainda teria duas tentativas de retomada, que resultaram em fracassos de audiência. Apesar da crise que assolava o horário, o disco contendo a trilha sonora internacional da novela "O Pulo do Gato" é, na minha opinião, um dos melhores discos daquele ano de 1978. Logo de entrada, temos a versão single de "The House of the Rising Sun" com Santa Esmeralda (sem Quasimodo Suite), um clássico do cancioneiro popular revisitado pelo estilo único e inovador de Santa Esmeralda. Na sequência, temos Grace Jones com sua icônica regravação para "La Vie en Rose". Surpreendentemente, essa canção veio completíssima no LP, com todos os seus 7:26. Seguindo a trilha, Tony Sherman regrava competentemente Stevie Wonder em "As" (21 anos depois, a gravação de George Michael e Mary J. Blige serviria de trilha sonora para a novela "Suave Veneno"). Jefferson Starship (que já havia sido Airplane e mais tarde se tornaria somente Starship...) manda bem com "Count on me". Ainda tem a presença pitoresca da francesa Nadine Expert gravando um medley dos Rolling Stones, intitulado "I Wanna be a Rolling Stone". Essa faixa, no disco da novela, veio editada em 3:45. Aqui nesse reissue ela vem com todos os seus 6:06 e as canções que foram omitidas na edição para a novela, incluindo "It's Only Rock and Roll", que consta inclusive na mídia do disco da novela, mas não toca, efetivamente.
Ainda tem a presença de Stephen Bishop, meio atrasadinho com "On and on", o italiano Andrea Mingardi tentando emplacar um hit disco com "Funky, Funky", que acabou por cair no esquecimento. Rod Stewart vem com "You're in my Heart (The Final Acclaim)" (aliás, o subtítulo foi omitido da trilha sonora, coisas da Som Livre, errando desde sempre), Voyage MUITO editado em "From East to West", que no disco da novela, dura menos de 4 minutos, quando a canção na realidade ultrapassa os 7. Randy Richards marca presença com "There's Always a Goodbye", de sua autoria, mas que se tornaria famosa na voz de Anne Murray. Claro que há fillers de qualidade duvidosa para fechar o disco, mas nada que comprometa muito. Vale a pena ouvir quantas vezes quiser!

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Saladificador Masters #2: Corrida do Ouro: internacional (42nd Anniversary Edition)

O segundo disco escolhido para a série Saladificador Masters é a trilha sonora internacional da novela "Corrida do Ouro", de 1974. Esta é uma trilha sonora que comprei há uns 15 anos, mas nunca prestei muita atenção, dentre tantos discos que adquiri ao longo dos últimos 17 anos, para completar minha coleção. Sinceramente eu me pergunto: em que universo paralelo eu me encontrava nos últimos anos por nunca ter ouvido com atenção esse disco? É, na minha humilde opinião, uma das melhores trilhas sonoras da primeira metade da década de 70. O disco inteiro é bom, não restando espaço para bagaça nenhuma contar história. Morris Albert - talvez o único brasileiro que tenha feito sucesso cantando em inglês, mundialmente - vem com seu maior sucesso "Feelings", que nos anos 80 foi contestada por Louis Gasté, compositor de "Pour Toi". O plágio foi comprovado e desde então Morris divide os direitos da composição com o finado Louis. Ainda tem espaço para The Tempations, Wess & Dori Ghezzi (com a lindíssima "Noi Due Per Sempre", apesar do pitoresco sotaque estadunidense de Wess...), The LTG Exchange com a atemporal "Waterbed" (gente, quem arranjou essa canção não fazia ideia de que os elementos utilizados nela seriam utilizados pelos quarenta anos seguintes... coisa de gente visionária), The Stylistics, Jim Weatherly com a poderosa "The Need to be" (é nesse momento que eu perguntei a mim mesmo: COMO EU PUDE IGNORAR ESSA LETRA POR TANTO TEMPO?). Aliás, Jim Weatherly retorna na trilha, dessa vez como compositor, com o sucesso de Gladys Knight and the Pips "Between Her Goodbye and my Hello". Falar de "She (Tous Les Visages de L'amour)", de Charles Aznavour, é chover no molhado. Certos clássicos jamais ficam bregas, esse é um dos casos. Elton John vem com a até então desconhecida "Pinky" (do álbum "Caribou", que rendeu os singles "The Bitch is Back" - da trilha de "O Rebu" e "Don't Let the Sun go Down on me"). Ainda tem espaço para os canadenses The Whispers com "Broken Home", de letra meio bobinha, mas irresistível. Até mesmo o único filler do disco, "The Reason we Live", de Jim Grady, é uma belíssima canção. Vale ouvir com carinho esse disco. E redescobrir, se necessário. :)

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Saladificador Masters #1: Carinhoso: internacional (43rd Anniversary Edition)

Olá, criOnças! Sentiram minha falta? Pois eu senti uma falta tremenda de atualizar o blog. Mas esse período de ausência não foi improdutivo: nesse meio tempo eu preparei, com muita paciência e esforço, uma série de 20 reissues de trilhas sonoras internacionais de novelas que nunca tiveram lançamento em CD. Foi um trabalho árduo muitas vezes, para conseguir aproximar tudo de uma qualidade semelhante, mas até que o resultado não deixou a desejar. Nas próximas semanas, vocês conhecerão os outros títulos que foram escolhidos para os reissues completamente diferentes de tudo o que vocês já viram e ouviram.
Abrindo os trabalhos, temos a trilha sonora internacional da novela "Carinhoso". Esse foi, por incrível, o último disco a ficar pronto dos 20 que virão... também foi o mais difícil de conseguir remasterizar porque a fonte das faixas deixava a desejar e, em muitos casos, me deparei com tentativas anteriores de masterização que resultaram em verdadeiros desastres, a começar pela famigerada versão remixada de "Skyline Pigeon", de Elton John, que veio no disco da novela com uma edição exclusiva que ia ao ar na Rádio Mundial, numa época que remix nem tinha esse nome.
Bem, essa é a primeira casa limpa de outras que virão nas próximas semanas. Baixem e curtam! :)

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