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domingo, 7 de agosto de 2016

Reissue: De Corpo e Alma: nacional e internacional (1992)

olá, criOnças!
Os discos de hoje são as trilhas sonoras lançadas para "De Corpo e Alma", novela de Gloria Perez que foi ao ar de 3 de agosto de 1992 a 5 de março de 1993, em 185 capítulos. Foi a estreia solo da autora do horário das 8 (hoje das 9, de facto desde "Laços de Família", em 2000 e oficialmente desde 2011 com a estreia de "Insensato Coração") após seu grande sucesso finalizado no anterior, "Barriga de Aluguel". A autora já havia apresentado, ao lado de Aguinaldo Silva, a problemática "Partido Alto" em 1984 e no ano seguinte apresentou à Globo a sinopse de "Barriga de Aluguel", que foi vetada terminantemente e fez a autora romper com a emissora e a escrever, para a Manchete, a polêmica e bem sucedida "Carmem". Gloria voltou à Globo, com grande sucesso, em "Desejo" e sua ascensão consolidada com "Barriga de Aluguel" no horário das 6 garantiu sua promoção. "De Corpo e Alma" foi, desde sua estreia, um sucesso de público e crítica, mas acabou se tornando a novela que marcou a maior tragédia pessoal na vida da autora: sua filha, Daniella Perez, intérprete de Yasmin na trama, foi assassinada pelo colega de elenco Guilherme de Pádua, intérprete de Bira, seu par romântico, com a participação de sua então esposa Paula Thomaz. O crime, ocorrido em 28 de dezembro de 1992 gerou imensa comoção em todo o Brasil. Eu, que era apenas uma criança de 7 anos, lembro do choque que a tragédia causou em todos. Por conta disso, a novela, apesar de todo seu sucesso (e de sua trilha sonora internacional ter sofrido um improvável crescimento nas vendas, devido ao tema de Yasmin - "Wishing on a Star", das Cover Girls - na virada de 1993), foi classificada como "maldita" e nunca foi sequer cogitada para reprise. Nem será, por enquanto. Nem mesmo o Canal Viva se mostra disposto a negociar com Gloria Perez por respeito à autora.

Enquanto o disco nacional aposta em temas de forte apelo popular - e gera um interessante resultado -, a trilha sonora internacional foi mais focada em hits radiofônicos da época. Parte do tremendo sucesso de vendas do disco internacional também se deve a isso.
O disco nacional abre com "Contrato Assinado" numa interpretação inspiradíssima de Sandra de Sá. Wando comparece, competente como sempre, com "Minha Tentação", que acaba soando datada até mesmo para a época, pois se assemelha a muita coisa que ele cantou no final dos anos 80. Julio Iglesias canta a versão em português de "Uno" que aqui virou "Sonho Triste". 20 anos depois, a canção seria utilizada em espanhol e numa versão refeita na trilha sonora internacional de "Aquele Beijo". José Augusto faz mais do mesmo em "Bate Coração". Trem da Alegria - com a participação não creditada de Roupa Nova - fez bastante sucesso graças à novela com "Alguém no Céu". André Sperling aparece com o envolvente tema instrumental "Betina". Fechando o lado A, Hay Kay - que revelaria anos depois Vinny (de "Heloísa, Mexe a Cadeira") - manda bem com "Teu Olhar". Juan Luis Guerra, erroneamente grafado no disco como Juan LUIZ Guerra, canta em português "Bachata Rosa", que virou "Romance Rosa". Este foi o tema nacional de Yasmin, personagem de Daniella Perez. Caetano Veloso - e uma não creditada participação de Bebel Gilberto - comparece com a excelente "Fora da Ordem", grafada erroneamente como "Fora DE Ordem" no disco, pinçada de seu disco de 1991, "Circuladô". Elis Regina é ressuscitada com a bela "Atrás da Porta" e é seguida por Pery Ribeiro e a bonita "Por Escrito". Erasmo Carlos faz mais do mesmo em "Homem de Rua" e não chega a empolgar. Na penúltima faixa do disco, Simone canta o tema de abertura da novela, "Raio de Luz". André Sperling fecha o disco com mais uma instrumental, bonita, mas sem a força de "Betina": "Sofrendo por Amor" poderia ter sido arranjada de outra forma, mas até que está boa.
Ah, sim: há diferenças entre o LP e o CD: as canções "Betina" e "Por Escrito" vieram competentemente editadas no LP, ambas no miolo. A primeira ficou com 3'17 e a segunda, com 2'53. No CD, elas vem com os trechos faltantes no LP. Ainda houve dois erros de diagramação no selo do vinil: "Contrato Assinado" veio com a duração creditada como 3'03, mas dura os mesmos 3'23 do CD. "Teu Olhar" sofreu com a falta de atenção do diagramador, mesmo: em vez de constar 4'52, na digitação saiu 3'52, mas também está completa no LP.

A trilha sonora internacional dispensa comentários, porque é basicamente toda boa. Único senão fica para a participação de Franco Perini, aqui sob o pseudônimo de Traffic Lights com a entediante "Command", que soa mais artificial que música de videogames da época. Até mesmo a participação do argentino Clericó con Cola (nome artístico de Gustavo Olivieri) cantando a versão em português de "Te Ves Buena" é um divertido momento no disco: enquanto a original menciona Maradona, "Você tá Muito Boa" menciona Pelé no lugar. Infelizmente, Gustavo faleceu em 2013, aos 55 anos, por complicações cardíacas. Antes disso, ele já havia sofrido um AVC aos 43 anos, em 2001, mas se recuperou e se manteve na ativa até o fim.
Os cortes foram muitos no LP, em comparação ao CD. A faixa 2 ficou com 5'16, a 5 finalizada em 3'32 e a 6 foi reduzida a 3'56, no lado A. No lado B é que a coisa complica: a faixa 8 ficou com 4'29 e o principal tema da novela, "Wishing on a Star", ficou com pífios 3'12 e cortada num trecho esquisitíssimo. As faixas 12, 13, 14 e 15, em sequência, sofreram severos cortes, todos eles muito estranhos. Diferentemente do disco nacional, que editou dignamente o miolo das canções reduzidas, aqui tudo foi na base do fadeout descarado, mesmo. Vale ter o LP pela qualidade da prensagem, que é ótima, mas o CD tem a vantagem de não ter esse festival da tesoura desenfreada (e antes que venham reclamar dos sutis cortes nas faixas 2, 5 e 13 na versão CD: queridos, eu extraí as trilhas sonoras dos meu CDs originais, não posso fazer nada...)
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Reissue: Deus nos Acuda: nacional e internacional (1992/1993)

olá, criOnças! Os discos de hoje são as trilhas sonoras da novela "Deus Nos Acuda", de Silvio de Abreu, originalmente exibida de 31 de agosto de 1992 a 26 de março de 1993, em 178 capítulos (seriam 179, mas a novela não foi ao ar em 29/09/1992). Foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 08/11/2004 a 25/02/2005, compactada em 80 capítulos. A trilha sonora, tanto nacional quanto internacional, foi amplamente executada na trama.
O disco nacional abre com "Não Olhe Assim", de Leandro & Leonardo, que na época, estavam em plena ascensão. Fabio Jr. vem na sequência com "Rio e Canoa" e é seguido por Marisa Monte e Ed Motta em "Ainda Lembro". Seguindo a trilha, Tadeu Matthias comparece com "Deus Nos Acuda", que tocava bastante nas cenas de locação. Biquíni Cavadão comparece com a excelente "Vento Ventania". O lado A é fechado por Brigitte com "Falso" e a instrumental "Heaven Seven (Sétimo Céu)", com A Caverna.
A segunda parte do disco começa no dueto de Altemar Dutra e Cauby Peixoto em "Brigas". Luis Miguel fez um estrondoso sucesso com sua "La Barca" graças à inclusão da canção na trilha sonora da novela e por conta da faixa servir de tema para o casal protagonista na primeira metade da trama. Na sequência, Ney Matogrosso vem com "Maria Escandalosa", gravada especialmente para a novela. Guilherme Arantes faz mais do mesmo - o que significa que manda muito bem, como sempre - em "Taça de Veneno". Yahoo marca presença com "Paixão Esquecida" e Gal Costa aparece na penúltima faixa do disco com "Canta Brasil", que foi a canção de abertura da novela. O disco fecha com A Caverna e sua "Balada do Otto". Excelente instrumental, por falar nisso.

Já a trilha sonora internacional (que foi lançada na primeira quinzena de 1993, apesar de constar ser de 1992...) abre com "Would I Lie to You", único hit mainstream de Charles & Eddie, que soam um bocado como Simply Red e muita gente na época chegou a confundir. Shabba Ranks vem na sequência, catapultado ao sucesso e antes de suas polêmicas declarações homofóbicas que praticamente arruinaram sua carreira, com "Mr. Loverman", com a participação não creditada de Chevelle Franklyn. A faixa já havia sido anteriormente lançada por Shabba Ranks em 1988, com os vocais de Deborahe Glasgow e os planos eram que Deborahe regravasse os vocais para a nova versão de 1992, porém Deborahe adoeceu gravemente, não podendo gravar sua participação e veio a falecer em 1994, aos 28 anos. The Cure marca presença com a excelente "Friday I'm in Love", em sua segunda - e última, até o momento - participação em trilhas sonoras. David Sanborn vem com "Bang Bang" que NÃO está cortada: é single version, mesmo. Dan Hill fez um inesperado sucesso com sua "I Fall All Over Again", justamente por conta da inclusão da canção na trilha sonora da novela. Tanto aqui no Brasil quanto na Argentina, só dava ele. Louis Armstrong & Oscar Peterson Trio comparecem com "I Get a Kick Out of You", que veio em mono em todos os formatos lançados da trilha sonora. Difícil entender essa lógica, já que a versão estereofônica já existia remasterizada à época, mas... quem somos nós, reles mortais, para questionar, não é mesmo? Franco Perini, aqui sob o pseudônimo de Lorrie Company, fecha o lado A com "Hard Fight", uma instrumental dispensável e quase datada (o pior está por vir, aguardem...).
A segunda parte do disco começa com Information Society e a ótima "Crybaby" (não é CRY BABY como veio grafado na trilha sonora, criOnças), pinçada de Peace & Love Inc. Seria a última participação deles em trilhas sonoras ao longo de 22 anos. Esse hiato só seria quebrado com a inclusão de "Land of the Blind" na novela "Império", em 2014. En Vogue vem com a album version de "My Lovin' (You're Never Gonna Get it) da hoje rara versão standard do álbum "Funky Divas". Todas as tiragens após a versão deluxe vieram com a single version ligeiramente maior que no clipe, equiparando a minutagem com a original. Wilson Philips comparecem com a linda "You Won't See me Cry", que foi grafada erroneamente no disco como "You Won't See me CRYING", mas eu consertei isso com minhas habituais gambiarras, fiquem sossegados ;) Vanessa Williams regrava "Work to do" e não faz feio. Aqui, veio na album version. Bobby Brown manda bem em "Good Enough" e é seguido por Deborah Blando e a versão single de "Decadence Avec Elegance". Acho que o pessoal da Som Livre não acreditava muito no sucesso que essa canção faria... se acreditassem, a canção não estaria quase escondida na penúltima faixa do disco... enfim, jamais saberemos, porque o fato é que o sucesso veio e disso todos sabemos. Franco Perini comparece novamente, sob o pseudônimo de Peter Trad, para fechar o disco (bem porcamente, diga-se de passagem) com "Frantic Temptation". Se a outra instrumental era dispensável, essa chega a ser insuportável por ser tão datada e previsível. Mas é aquele ditado: vamos fazer o que? Disco sem bagaça é coisa rara, minha gente...
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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Reissue: Despedida de Solteiro: nacional e internacional (1992)

olá, criOnças! Os discos de hoje são as trilhas sonoras da novela "Despedida de Solteiro", de Walter Negrão, um grande sucesso apresentado originalmente de 1 de junho de 1992 a 29 de janeiro de 1993, em 209 capítulos. Foi reapresentada pela primeira vez no Vale a Pena Ver de Novo de 04/03 a 09/08/1996, compactada em 115 capítulos. Sua segunda reprise foi no Canal Viva, na sua íntegra, tendo ido ao ar de 29/06/2015 a 25/02/2016. Suas trilhas sonoras foram bem executadas na trama, mas o disco internacional se destaca pelo apelo jovem e pela qualidade. Não é que o disco nacional seja ruim, apenas ficou puxado demais para o brega, o que tirou um pouco da hegemonia do conjunto. Faixas contundentes como "O Que Você Quer" de Roberto de Carvalho, "Ser Mais Feliz (You're a Big Girl Now)" com Roupa Nova, a própria canção de abertura "Sugar Sugar" com DJ Les and the Kool Kat ft. The Archies (que veio editada em 3'12 em todos os fomatos do disco, mas aqui vem completa com seus 4'44, sendo a única faixa que não extraí do meu CD original para remasterizar) e outras acabam dividindo espaço com as jocosas canções de Tiãozinho & Alessandro e Silvio Cesar. Apesar das instrumentais do Roger Henri terem servido à trama, "Sirineu o Farfan" é de uma pobreza artística pouco antes vista. Se esperavam uma longa resenha sobre o disco nacional, ela acaba por aqui. Realmente não tenho muito o que falar sobre.
Já quando se trata da trilha sonora internacional, a conversa muda de tom. Donna Summer veio resgatada de 1989 com a gravação original de "Breakaway", composta pelo trio Stock/Aitken/Waterman. Na sequência, Lionel Richie comparece com "Do it to me", canção até então inédita pinçada de seu primeiro greatest hits, intitulado "Back to Front". Double You despontava ao sucesso com a regravação de "Please Don't go". Apesar da banda ser italiana, William Naraine, hoje naturalizado brasileiro, é inglês de Londres. Des'Ree, até então desconhecida por aqui, vem com a bela "Why Should I Love You". Annie Lennox manda muito bem com "Why" na sequência e é seguida por Ten Sharp e sua "You", que NÃO está editada no CD: é uma edição na época exclusiva para as rádios, diferente da versão do álbum. Chris Shelton, obscuro ato brasileiro, não faz feio com "Sweeter Than You", apesar do sotaque carregado da vocalista.
Abrindo a segunda parte do disco, Right Said Fred, com uma Jocelyn Brown que não foi creditada na trilha sonora, comparece com "Don't Talk, Just Kiss". Mr. Big vem com a poderosa "Just Take my Heart" que teve sua introdução suprimida. Achei justo, porque aquela introdução imensa é realmente um saco. Gazebo é revisitado pelo remix de 1991 de "I Like Chopin", sucesso de 1983. Aqui, veio na versão para as rádios. Shakespears Sister, projeto encabeçado por Siobhán Fahey, do Bananarama, aparece com a bela "Stay". Brigitte Nielsen, à época casada com Sylvester Stallone, regrava The Temptations com "My Girl" que recebeu o subtítulo de "My Guy" e rap adicional de Jesse James, também não creditado na trilha sonora. Curtis Stigers - que veio erroneamente grafado como Curtis TIGER em todos os formatos, mas eu consertei isso na base da gambiarra - vem maravilhoso com "I Wonder Why", que o catapultou ao sucesso, aos 25 anos na época. Nosso querido e muito competente DJ Memê fecha o disco com a excelente "Italian Mission". Vale a pena baixar os dois discos, mas não duvido que a trilha sonora internacional cative mais a quem não assistiu a novela. Até a próxima! ;)

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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Reissue: Barriga de Aluguel: nacional e internacional (1990/1991)

olá, criOnças! As trilhas sonoras que ganharam um "banho atualizador" no áudio hoje são os discos da novela "Barriga de Aluguel", exibida no horário das 18 horas entre 20 de agosto de 1990 e 31 de maio de 1991, em 243 capítulos, sendo uma das novelas mais longas de toda a história da teledramaturgia brasileira, com mais de 9 meses ininterruptos no ar. O esticamento da trama se deveu a uma série de fatores: primeiramente, o sucesso da trama, aliado à qualidade de texto, digno de novela das 20 horas (tanto que, após isso, Gloria Perez foi promovida e apresentou, pouco mais de 1 ano depois, "De Corpo e Alma") e um forte merchandising social que se tornaria marca registrada da autora e, em segundo lugar, um certo atraso na produção da novela seguinte, "Salomé". Porém, "Barriga de Aluguel" foi tão esticada que, quando sua sucessora estreou, em 3 de junho de 1991, já estava com todos os seus 107 capítulos gravados. Mas, vamos aos discos:
A trilha sonora nacional abre com José Augusto interpretando o meloso tema de abertura "Aguenta Coração", seguido por Dalto, sempre excelente com "O Amor Não é um Filme (Jezebel)". Fafá de Belém, com participação de Chitãozinho & Xororó, comparece com "Nuvem de Lágrimas", talvez o maior hit popular do disco nacional, catapultado ao sucesso graças à novela. Djavan comparece com "Vida Real (Dejame ir)" e é seguido por MC Batata com a única canção dançante do disco nacional: "Feira de Acari" é divertida, confesso. Byafra, na época ainda Biafra, marca presença com "Machuca e Faz Feliz (Song for You Far Away)". A Caverna fecha o lado A com a instrumental "Copacabana".

Abrindo a segunda parte do disco, Adriana vem com "Joguei Tudo com Você" e Gal Costa vem suave em "Eu Acredito", seguida por Yahoo e sua também suave "Sonho Encantado". Os gaúchos do Nenhum de Nós comparecem com "Sobre o Tempo". Se o disco fechasse por aí, na 11ª faixa, na minha humilde opinião, estaria de bom tamanho. Assim, nada contra Rosemary, mas sua "Horas Perdias (Three Coins in the Fountain)" é bem dispensável. Julinho Teixeira e novamente A Caverna fecham o disco com as instrumentais "Ssell" e "Samba Point".
No disco internacional (que veio com o brega "internaTional" na capa, sabe-se lá o motivo), o italiano Ice MC abre os trabalhos com "Cinema" e manda muito bem. Os escoceses do Deacon Blue comparecem com a regravação de "I'll Never Fall in Love", naquela que seria a única participação deles em trilhas sonoras. Soul II Soul vem com a maravilhosa "Get a Life" e eu sou muito suspeito para falar sobre essa canção, uma vez que ela faz parte da minha vida há 27 anos. Double Trouble regrava Rose Royce e faz uma releitura interessantíssima de "Love Don't Live Here Anymore". Titia Madge que me perdoe...
In-Dex marca presença com "Now You're Gone", erroneamente grafada na trilha sonora (em todos os formatos) como "Now THAT You're Gone". O que seria da Som Livre sem seus erros constantes, não é mesmo? Leo Robinson, brasileiro, manda a fraca "Sweet Love" e nessa mesma pegada de canções dispensáveis, o lado A é encerrado por Johnny Jo & the Rockers com "Rock and Roll is Back Again in Town". Os ingleses da Human League abrem a segunda parte do disco com a excelente "Heart Like a Wheel", do álbum "Romantic?", que acabou sendo injustamente malhado pela crítica por supostamente soar datado demais. De fato, soa datado, mas isso não é algo ruim. Não no caso deles. Black Box comparece com "I Don't Know Anybody Else" e são seguidos por Sweet Sensation e sua "If Wishes Came True", que veio grafada erroneamente na trilha sonora como "If Wishes COME True". Tanto o erro da quinta faixa quanto o erro dessa faixa foram devidamente consertados na contracapa, inlay e encarte interno. Fiquei devendo o conserto na capa por motivos de: juba da Cláudia Abreu. Antes de me criticarem por esse suposto relaxamento, tentem vocês mesmos "brigar" com aquele cabelo todo na capa cruzando com a tracklist ;)
Pretenders vem com a cota rock do disco na ótima "Sense of Purpose". Dionne Warwick regrava "Begin the Beguine" e manda muito bem. Uma pena que essa tenha sido uma das faixas mais prejudicadas no formato CD: tudo estava abafado, foi difícil arrumar o som dessa, criOnças...
Air Supply vem ressuscitado de 1986 com "Lonely is the Night" e Eddy Benedict, ou simplesmente Edinho Santa Cruz, fecha o disco com a dispensável "My Brother, my Friend". É isso aí... fiz o que pude para consertar as falhas na masterização - principalmente no disco internacional, que teve um som péssimo no CD original - e acredito que tenha consertado grande parte dos defeitos. Até a próxima!

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Reissue: Mico Preto: nacional e internacional (1990)

olá, criOnças!
Para quem pensou que o blog ficaria inativo até a próxima leva da série Saladificador Masters mês que vem (cuja característica principal é relançar trilhas sonoras que nunca tiveram lançamento ou relançamento em CD ou refazer eventualmente relançamentos que deram errado no ponto de vista da qualidade do áudio...), fiquem tranquilos: isso não acontecerá, para a alegria de quem acompanha o blog e para tristeza de quem eventualmente torça contra ;)

Os discos da vez são as trilhas sonoras da novela Mico Preto, problemática novela de Marcílio Moraes, Leonor Bassères, Euclydes Marinho e Walter Negrão, que não chegou a fracassar na audiência, mas teve uma repercussão muito abaixo do esperado, principalmente por ter substituído o sucesso Top Model, de Antonio Calmon, no horário. Exibida em 179 capítulos, de 7 de maio a 1 de dezembro de 1990, nunca foi reprisada, mas rendeu excelentes trilhas sonoras, com destaque para a trilha sonora internacional, que acabou por eclipsar o disco nacional, que apesar de ser muito bom, não tem a mesma força que a trilha sonora nacional da novela anterior no horário.
No disco nacional, logo de entrada, temos o tema de abertura com Gilberto Gil interpretando "Mico Preto", para depois vir Gloria Estefan cantando em português a versão de "Here we Are", aqui intitulada "Toda Pra Você". Ed Motta, muito antes de se tornar o ser pedante e pretensioso que bem conhecemos, manda muito bem em "Solução". Placa Luminosa, projeto musical fundado por Jessé (25/04/1952 - 29/03/1993) em 1977, comparece com "Ego". Rita Lee e Roberto de Carvalho comparecem com "Dias Melhores Virão", trilha sonora do filme homônimo, de 1989 e que foi repetida 23 anos depois na trilha sonora da novela "Sangue Bom". Ah, sim: a canção não está editada: se trata de uma versão para o rádio, editada sim, mas não pelas mãos impiedosas de Ieddo Gouveia. Neguinho da Beija-Flor e Julinho Teixeira fecham o lado A, seguidos por Wando e sua "Vida Louca" abrindo a segunda parte do disco. Fernanda Abreu comparece com seu primeiro grande sucesso depois de deixar Blitz: "A Noite" é um dos melhores momentos de toda a sua carreira, de fato. Sandra de Sá grava a versão em português de "Love Will Lead You Back", de Taylor Dayne, aqui sob o título de "Quem é Você". Marçal comparece com a divertida "Dona Invocada" e é seguido com a primeira gravação de Orlando Morais para "Cruzando Raios". Importante ressaltar que não é a mesma gravação que serviu de abertura para o remake de Anjo Mau em 1997: são versões completamente diferentes. Eliane e Nova Era fecham o disco.

No disco internacional, os destaques são muitos, então é quase impossível não comentar faixa a faixa. Linear abre o disco com seu maior e talvez único grande sucesso mainstream: "Sending All my Love" é uma delícia. Johnny Gill, catapultado ao sucesso ainda muito jovem, quando fez parte da boyband New Edition, comparece com a excelente "My, my, my". Seu talento como vocalista é impressionante e sua segurança ao abusar de seus recursos vocais sem que isso caia na armadilha das firulas é notável. Technotronic comparece com "Move This", que à época foi um tiro no escuro por parte de Sergio Motta, já que a canção que estava estourada era mesmo "Pump up the Jam". "Move This" seria lançada como single, numa versão editada, apenas 2 anos depois, após algumas disputas internas no grupo. Gary Moore vem com a sua icônica "Still Got the Blues" e é seguido de MC Hammer e sua inconfundível "U Can't Touch This". Quem nunca tentou imitar a dancinha do clipe que atire a primeira pedra! hahaha
Sinéad O'Connor (erroneamente grafada sem o acento agudo no disco) vem com "The Emperor's New Clothes" e é seguida por Marcello Mansur, ou simplesmente DJ Memê, aqui sob o pseudônimo de Jam Session, com "Sure of it!" fechando o lado A.
Abrindo a segunda parte do disco, Paul Young regrava Chi-Lites e manda muito bem na sua versão de "Oh Girl". Snap! (grafado, como sempre, erroneamente sem a exclamação em todas as trilhas sonoras das quais fez parte...) vem com seu primeiro grande sucesso "The Power", aqui na versão álbum. Erasure vem com "Star" e na sequência temos Luis Miguel e um dos seus primeiros sucessos internacionais (porque sua longa carreira, iniciada ainda na infância, era mais bem sucedida antes somente no México): "Fría Como el Viento" é uma belíssima canção. Sybil Lynch, ou simplesmente Sybil, como é conhecida, regrava Burt Bacharach e faz bonito em "Walk on by", aqui na versão single, completamente diferente da versão do álbum lançado pela cantora. Os brazucas Talita Johnson e Martin Axel (que anos mais tarde teria a grafia do seu nome errada em História de Amor) trazem a cota das bagaças, mas até que são suportáveis para o fechamento do disco.
Ah, antes que perguntem: a remasterização dos discos foi feita inteiramente a partir dos CDs originais, fiz o que pude (como corrigir a distribuição de áudio entre os canais), mas se houver algum hissing residual, sinto muito, mas eu que não ia meter fade out e prejudicar o acabamento das faixas.
É isso aí... curtam muito porque vale a pena!

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